No próximo sábado (2), será aberto oficialmente ao público, no centro histórico da cidade de Nimes, na França, o Musée de la Romanité. O espaço abrigará 25 mil peças, entre elas cinco mil do acervo fixo.
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O projeto do Musée de la Romanité, vencedor de um concurso organizado pela prefeitura da cidade, é assinado pela arquiteta brasileira Elisabeth de Portzamparc, radicada na França desde 1969. Ela também é a responsável pela museografia, pelo interior e pelos mobiliários do prédio de 9.100 metros quadrados de área total. O espaço de integração do museu conta ainda com um jardim arqueológico de 3.500 metros quadrados, projetado pelo paisagista Régis Guignard.
A proposta do prédio, construído no limite entre a cidade medieval e a moderna, é estabelecer um diálogo do projeto recém-inaugurado com a estrutura do entorno histórico, de arquitetura romana, como a Arena de Nimes, de 27 a.C, em frente ao local. O Musée de la Romanité traz uma linguagem de leveza e contemporaneidade, sem deixar de lado a tradição romana do mosaico, com o uso de 7 mil lâminas de vidro serigrafado na fachada do prédio.
As exposições do Musée de la Romanité foram divididas em três grandes períodos históricos: gaulês (pré-romano), romano e medieval. O acervo composto por fragmentos arquitetônicos, mosaicos, esculturas, cerâmicas, moedas, painéis e outros objetos recebem o reforço dos recursos museográficos propostos por Elisabeth: reconstituição digital, mapas, animações, linhas do tempo e realidade aumentada.
Para completar a experiência, o museu conta com jardim em um terraço que funciona como mirante para monumentos históricos da cidade. Além de auditório, café e livraria, o espaço receberá o restaurante La Table du 2, de cardápio assinado por Franck Putelar, duas estrelas no guia Michelin, pelo Le Parc, em Carcassonne.