
A InterNations divulgou hoje (18) os resultados da sétima edição da pesquisa “Expat Insider 2021”, que analisa a vida de 4 milhões de pessoas que vivem fora de seus países. Com mais de 12.000 entrevistados, este é um dos levantamentos mais extensos sobre morar e trabalhar no exterior, com percepções sobre a vida dos expatriados em 59 diferentes países. A pesquisa oferece informações detalhadas sobre a satisfação – ou a insatisfação – com a qualidade de vida, facilidade em se estabelecer, vida profissional e finanças pessoais nos países em que essas vivem. Além disso, os entrevistados revelaram como estão enfrentando a pandemia de Covid-19 e como ela afetou suas vidas.
De modo geral, Taiwan, México e Costa Rica são os melhores destinos para os expatriados em todo o mundo: todos eles atraem estrangeiros pela facilidade de adaptação e finanças pessoais saudáveis. Por outro lado, todos os três últimos países do ranking, Kuwait, Itália e África do Sul, apresentam desempenho ruim na categoria trabalho. O Kuwait, particularmente, é o país mais difícil para os expatriados se sentirem em casa, a Itália é o pior país para as finanças pessoais e os estrangeiros não se sentem seguros na África do Sul.
O Brasil aparece na 35ª posição. Embora os expatriados não considerem o país pacífico, politicamente estável ou seguro, eles ainda se mostraram felizes com sua vida por aqui, classificaram como muito fácil se estabelecer em território brasileiro e elogiaram a simpatia da população. Na categoria qualidade de vida, o país ocupa o 46º lugar, enquanto na subcategoria segurança e proteção aparece no penúltimo lugar (58º), à frente apenas da África do Sul.
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Mesmo assim, considerando todas as categorias analisadas, 85% dos expatriados estão satisfeitos com sua vida em geral – 10% a mais do que a média global (75%). Além disso, 94% dos entrevistados avaliam o clima e a atmosfera local de forma positiva (vs. 66% globalmente).
“Antes da Covid-19, era possível encontrar pessoas tocando música e dançando nas ruas aos fins de semana e sempre éramos bem-vindos”, conta um expatriado australiano que vive no Brasil. Um outro expatriado, chinês, diz que “os brasileiros são muito amigáveis, o que faz uma grande diferença na vida no Brasil”.
“Apesar de não falar português, já fui ajudado muitas vezes de muitas maneiras diferentes. Os pequenos atos aleatórios de gentileza de estranhos aqueceram meu coração e me fizeram querer aprender o idioma, para poder aprender mais sobre a cultura brasileira”, relatou um expatriado indiano.
O IMPACTO DA COVID-19 E A PERCEPÇÃO ESTRANGEIRA
Assim como no mundo todo, a maioria dos expatriados que vivem no Brasil (66%) afirma que a pandemia não afetou o período de tempo em que eles planejam permanecer no país (vs. 63% globalmente). No entanto, a crise sanitária teve um impacto na vida social (25% versus 24% globalmente), viagens pessoais (20% x 28%) e trabalho ou negócios (15%, a mesma taxa do mundo todo).
Para expatriados que vivem por aqui, as três principais fontes de informação sobre a pandemia são o noticiário local (58% vs. 47% globalmente), as mídias sociais (36% x 40%) e as notícias de outros expatriados ou a mídia internacional (32%, assim como a média global). Mas 43% dos expatriados não estão satisfeitos com a comunicação oficial sobre a Covid-19 e regulamentações relacionadas ao tema – uma parcela muito maior do que a média global (17%). Dos insatisfeitos, 71% consideram as informações pouco claras, confusas e contraditórias (contra 67% globalmente).
Para fazer o levantamento, a InterNations ouviu, entre 7 e 31 de janeiro de 2021, 12.420 expatriados de 174 nacionalidades que vivem em 186 países ou territórios, que forneceram informações sobre vários aspectos de suas vidas. Os participantes foram convidados a avaliar até 37 características da vida no exterior, em uma escala de um a sete. O processo de classificação enfatizou a satisfação com esses aspectos, considerando tanto os tópicos emocionais quanto os ângulos mais factuais, com igual peso. As avaliações dos entrevistados sobre os fatores individuais foram agrupadas em várias combinações para um total de 13 subcategorias, e seus valores médios foram usados para traçar quatro índices: qualidade de vida, facilidade em se estabelecer, trabalho e finanças pessoais. Posteriormente, esses índices foram calculados juntamente com a satisfação geral dos expatriados com suas vidas para classificar os 59 destinos.
Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 melhores países para expatriados, os 10 piores e o Brasil, com as respectivas notas de cada categoria:
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