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Clássico Hotel Toriba completa 80 anos com novidades

Tradicional hotel em Campos do Jordão (SP) inaugura suítes de vidro suspensos na natureza e reforça perfil artístico eternizado por afrescos de Fulvio Pennacchi

4 min
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DivulgacãoVista geral do Hotel Toriba, em Campos do Jordão

Não é fácil ser um cardápio no restaurante Pennacchi, no bar Vindima e na sala de chá do Hotel Toriba, em Campos do Jordão (SP). Mesmo quem chega faminto a esses agráveis ambientes, tem o olhar capturado pelos afrescos que decoram 60 metros lineares de paredes, pintados pelo artista toscano Fulvio Pennacchi (1905-1992), no Brasil desde 1929. “Eles são de 1943 (restaurados em 2005)”, explica Alberto Lenz, sócio-diretor do hotel de inspiração suíça, neto de Luiz Dumont Villares, um dos fundadores do Toriba ao lado de Ernesto Diederichsen. “Nos afrescos do bar, ele estampou uma vindima; no restaurante, ele criou uma festa rural focada no churrasco gaúcho; já na sala de chá, ele explorou o tema Entradas e Bandeiras.” 

No topo de uma montanha da Serra da Mantiqueira, cercado por 250 hectares de florestas, o Toriba celebra seus 80 anos desde 22 de janeiro, enaltecendo seus diferenciais históricos (como os afrescos de Pennacchi) e causando frisson com quatro chalés de vidro suspensos a 10 metros do solo, batizados de Ninhos (novidade entre as 60 acomodações). 

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Os dois primeiros Ninhos (Sabiá-laranjeira e Beija-flor) foram inaugurados no segundo semestre de 2021; os outros dois (Cegonha e Coruja) são do ano passado. O maior deles é o Cegonha (128 metros quadrados) para até seis pessoas, com duas suítes com banheira, lareira, terraço na cobertura com espreguiçadeiras, ducha de água mineral e piso aquecido.

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DivulgaçãoO Ninho Sabiá-laranjeira, uma das novas suítes de vidro suspensas

Suíte no vagão e música 

Uma nova acomodação é aguardada para o segundo semestre: a suíte Expresso Toriba 1943, com 60 metros quadrados, instalada em um carro ferroviário da Companhia Paulista de Estrada de Ferro. “Essa suíte deverá custar R$ 1 milhão”, adianta o diretor Aref Farkouf, arquiteto e sócio do Toriba desde 2014. “O vagão foi uma doação da Rumo Logística, do Rubinho Ometto. Só o transporte custou R$ 150 mil. A restauração externa está quase pronta.” 

Aref também sublinha a felicidade de ter arrematado o autorretrato de Fulvio Pennacchi em um leilão ano passado – um óleo sobre cartão (32 x 25,5 cm) feito em 1928, na Itália. A obra passa a integrar o acervo do hotel, com mais de 300 itens, entre esculturas, fotografias e pinturas. Destaque ainda para mobiliários antigos, tapetes orientais e seis pianos de cauda (inclusive um Steinway marchetado, de 1912).

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DivulgaçãoAfrescos de Fulvio Pennacchi no bar Vindima

O ano de comemorações conta também com um Toriba Musical especial. Criado em 2014, o calendário de apresentações (direção artística do pianista Antonio Luiz Barker) terá concertos semanais com repertórios diversos: de árias de ópera a bossa nova. Desde 2019, o Toriba Musical faz parte da programação oficial do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. 

Esporte e gastronomia 

Para quem gosta de atividades físicas, além dos 18 quilômetros de trilhas no meio das árvores, o Toriba (“paz, alegria e felicidade”, em tupi-guarani) inaugurou a quadra de beach tennis e uma nova academia envidraçada com visual de natureza – mesmo panorama da nova sauna de vidro no bosque de castanheiras. A estrutura de lazer conta com uma piscina de água aquecida com raia de 25 metros e quadra poliesportiva.

A criançada se diverte no Toriba Kids (destaque para o escorregador interno de madeira – existe desde a inauguração, ideia de Luiz Dumont Villares, sobrinho de Santos Dumont). Pets de pequeno porte também são bem-vindos nas acomodações externas. 

Nos 80 anos do estabelecimento, os seis restaurantes ganham o reforço da ETC (Escola Toriba de Culinária): do básico a novas técnicas gastronômicas, os hóspedes aprendem (e degustam!) receitas trazidas por chefs convidados. 

Lembre-se, então, que caso o garçom chegue à sua mesa e você ainda não viu o cardápio, não será a primeira (nem a última) vez: a “culpa” é dos afrescos – e de toda natureza esplêndida que abraça um dos hotéis mais tradicionais do Brasil.

*Matéria publicada na edição 106, lançada em março de 2023

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