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3 Ideias para Falar sobre a Primavera-Verão 2026 da Prada

Apresentada na semana de moda de Milão, a coleção de Miuccia Prada e Raf Simons revela roupas para um mundo em constante mutação

3 min

A Prada, sob o olhar atento de Miuccia Prada e Raf Simons, entregou ontem (25/09) em Milão uma coleção em resposta à sobrecarga da cultura contemporânea – palavras dos estilistas! Na passarela, a dupla pareceu fazer um convite para repensarmos o que vestimos, como nos vemos e o que queremos que nossas roupas dizem sobre nós em um mundo em constante mutação. Com roupas que destilam significados e filtram referências, a apresentação de primavera-verão 2026 diz: menos é muito, e liberdade é o novo luxo. Abaixo, reuni três ideias para falar sobre o show.

Mix & Don’t Match

No centro do desfile está um “desequilíbrio calculado”. Macacões acetinados são acompanhados por luvas de ópera longas (acessórios que outrora pertenceram ao guarda-roupas de gala), em diálogo com uniformes utilitários. Há uma quebra proposital de hierarquias: aquilo que era noite agora convive com o cotidiano, aquilo que parecia formal se mistura com o livre. Esse “mix & don’t match”, tipicamente Prada, mostra que um uniforme pode ter tanto peso estético quanto um vestido fluido ultrafeminino, desde que haja coragem no olhar.

Pronta para tudo

Adaptabilidade é palavra-chave aqui. Uma roupa que respira, que se ajusta, que convida variações. Vemos menos estrutura e menos rigidez: o corpo pede possibilidades, e não confinamento. As peças são intercambiáveis: saias midi, jaquetas, camisas oversized, cada uma capaz de se transformar conforme quem as veste. A Prada parece sugerir que a mulher contemporânea deve estar pronta para todas as ocasiões, sem nunca perder a autenticidade. E não deve se montar demais: estar preparada, sim, mas com leveza.

De volta ao futuro

Mesmo nessa busca por liberdade, há raízes visíveis dos códigos Prada: desafiando as convenções de gênero, com uma cartela de cores afiada e o retorno da saia midi. Os ícones da casa e seus emblemas reaparecem, porém, em vez de simplesmente se repetirem, são recontextualizados: vestidos que flutuam, uniformes que se libertam, silhuetas que se desdobram no espaço entre o clássico e o moderno.

Com Antonia Petta e Milene Chaves

Donata Meirelles é consultora de estilo e atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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