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Com Kate Moss na Passarela, Demna Faz Desfile de Estreia na Gucci

Primavera, nome da coleção, marca o nascimento de uma nova visão para a casa italiana

3 min

Uma estreia aguardada: o desfile de Denma para o prêt-à-porter do inverno 2026-27 da Gucci, depois de alguns tira-gostos – o lookbook da coleção do pre-fall ou o da coleção La Famiglia. O desfile aconteceu nesta sexta-feira (27), na Semana de Moda de Milão, e contou com a presença surpreendente de Kate Moss, que fechou a apresentação com um longo preto sexy.

Com o desfile intitulado Primavera, Demna declarou que nasce a sua visão para a Gucci, “uma casa que já viveu muitas vidas”. Donatella Versace e Alessandro Michele foram ver de perto.

Acompanhe a seguir os pontos importantes do show da Gucci:

Deu o que falar

Aos 52, Kate Moss “segurou” mais do que bem o longo preto com que fechou o show – justo, cintilante, com as costas totalmente aparentes e fio-dental arrematado pelo logo duplo G. O modelo é uma citação a Tom Ford, que deixou marca fortíssima tanto na moda dos anos 1990, quanto na casa, pelo tempo em que lá esteve. E, de uma certa forma, deixa a declarada, como mensagem final, a imagem que ele, Demna, quer deixar por ali.

Divulgação

Nasce uma ideia

O diretor criativo tomou o tempo necessário para construir sua visão sobre a maison, e pesquisou a fundo: foi até o arquivo da marca em Florença e visitou as fábricas até chegar a um momento decisivo: uma ida à Galeria Uffizi, para ver de perto a “Primavera” de Botticelli, obra que inspira a estampa Gucci Flora. Eis que, no caminho, ele se depara com um clássico dos clássicos: “O Nascimento de Vênus”, do mesmo artista. “Isso me fez perceber o quão profundamente o Renascimento Italiano moldou tudo o que entendo sobre arte, proporção, desejo e beleza”.

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A visão

Na busca de sua visão, Demna chegou à conclusão de quer uma Gucci mais leve, suave, refinada, elaborada e mais emocional, “às vezes, até mesmo sem sentido”. Isso resultou em uma coleção com um leque de tipos dos mais variados: a que veste mínis transparentes de tecido com efeito molhado, a que usa jaqueta de couro para todos os momentos do dia, ou a que frequenta festas com tecidos que desenham cada milímetro do corpo. Ainda teve espaço para os florais famosos e também para um exercício de fusão, de calça com legging, de sapato com tênis. Muitas histórias em uma, tal e qual a maison.

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Nas mãos

As bolsas têm ganhado total destaque. Demna ampliou as minaudières que encontrou no arquivo, para que acomodem os celulares de hoje em dia. O icônico modelo Bamboo ganha alças de couro em seções, com efeito de bambu.

Forma e conteúdo

Assim como a coleção, o cenário pretendia simular um museu, com o branco do mármore e estátuas: um paralelo com os fundamentos da arte e os da maison. Na trilha, 5 faixas de diferentes gêneros, justapostas, criaram uma outra ideia de som. A mensagem: o repertório está vivo, a herança permanece, mas a marca não para no tempo!

Donata Meirelles é consultora de estilo, atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle

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