Louis Vuitton Personaliza Porsche 911 em Parceria com a Singer; Veja Fotos
Em collab histórica, a grife francesa junta seu savoir-faire com a expertise do ateliê de restauração para apresentar dois modelos exclusivos de carros
DivulgaçãoPorsche 911 Reimagined by Singer -- Classic e Classic Turbo
A Louis Vuitton se uniu a Singer, ateliê de restaurações personalizadas de clássicos, para criar dois modelos exclusivos de Porsche 911. Inspirado pela filosofia da Mansion em torno da “Arte de Viajar”, o projeto resultou em dois veículos de identidade singular e futurista.
Se o Porsche 911 Classic evoca a força dos mares e do surfe, o Classic Turbo foi concebido para espelhar a sofisticação das lanchas. No modelo turbo, por exemplo, o uso da madeira presente dos para-choques ao interior assume um papel central, enquanto detalhes dourados adornam o veículo.
“O objetivo era criar uma verdadeira síntese entre a arquitetura e a atemporalidade da Singer e a cultura Louis Vuitton, caracterizada por materiais refinados, viagem e expressão de estilo”, explica Octave Chany, Project Lead Designer da Singer.
As duas criações são acompanhadas por coleções-cápsula exclusivas, ampliando a experiência de viagem.
A parceria representa uma estreia histórica para a Louis Vuitton, que pela primeira vez cocria um item com uma marca – um movimento igualmente inédito para a Singer.
DivulgaçãoPorsche 911 Reimagined by Singer – Classic Turbo
“Ambas organizações compartilham a convicção de que o verdadeiro luxo é definido por trabalho artesanal, autenticidade e atenção absoluta aos detalhes”, afirma Mazen Fawaz, Chief Strategy Officer da Singer.
De onde nasceu a parceria?
Tudo começou com o pedido de um relógio de painel para o carro reimaginado pela Singer. De cara, ficou aparente que a colaboração poderia ser muito mais do que isso. Logo ela se expandiu para a personalização de todos os elementos funcionais do veículo.
Paineis, bancos, revestimentos e mais foram valorizados com a expertise da Louis Vuitton em artigos de couro e alta relojoaria. Cada transição entre materiais, reflexo metálico, superfície texturizada, interação mecânica e cada elemento gráfico foram meticulosamente considerados, muitas vezes em escala quase microscópica, segundo explica Chany, da Singer.
A reformulação do painel de instrumentos tornou-se essencial para garantir uma coerência total no interior. Logo, o que poderia parecer um detalhe consumiu um ano inteiro de trabalho, resultando em uma linguagem visual própria: o azul-cobalto, o laranja vivo e um equilíbrio entre relojoaria e indústria automotiva.
DivulgaçãoPorsche 911 Reimagined by Singer – Classic
O trabalho manual é evidente desde o revestimento em couro do habitáculo, estilizado com losangos, até as extremidades acabadas com detalhes em metal.
“Com a criação desses dois carros, a Louis Vuitton mobilizou, pela primeira vez, toda a amplitude de seu savoir-faire. Todos os departamentos da maison contribuíram para esse empreendimento interdisciplinar, dos fabricantes de baús e artesãos de couro às equipes de moda e calçados, passando também pelos relojoeiros da La Fabrique du Temps Louis Vuitton”, destaca Jean Arnault, Diretor de Relojoaria da Louis Vuitton.
Desde 1854, a Louis Vuitton mantém uma relação intrínseca com o universo da viagem. A partir do fim do século 19, a ascensão do automóvel se tornou um terreno fértil para a maison, que passou a oferecer uma variedade de baús, bagagens e acessórios. A conexão com o universo automotivo seguiu viva ao longo das décadas, por meio de uma série de iniciativas que celebraram tanto o design quanto o patrimônio.
Agora essa conexão chega, de fato, ao design automotivo. Abaixo, confira detalhes dos modelos reimaginados pela parceria.
Porsche 911 Reimagined by Singer – Classic
O modelo Classic foi feito para viagens de aventura, há pensado para estar acompanhado de pranchas de surfe ou um par de esquis no rack de teto.
A silhueta fluida e aerodinâmica sugere seu desempenho. Cada componente, segundo a Singer, foi finalizado manualmente com métodos comparáveis aos utilizados na criação de um relógio de alta relojoaria.
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A coloração laranja saffron, símbolo da Maison há um século e meio, dialoga com Bahama Yellow já usado pela Singer.
Já o azul-cobalto surge em homenagem aos baús de viagem criados para a Citroën em 1924.
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O modelo é equipado com um rack de teto especialmente projetado para acomodar um baú, uma prancha de surfe ou um par de esquis.
Desde 1897, Georges Vuitton já criava baús pensados especificamente para automóveis, capazes de ser fixados na traseira ou no teto dos veículos. A inovação também no design, cujo formato facilita o empilhamento e otimiza espaço.
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O rack de teto inclui ainda uma prancha de surfe Louis Vuitton. Produzida manualmente, a prancha traz marchetaria em carvalho e nogueira.
Um par de esquis, produzidos em madeira e aço, acompanha o conjunto.
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O habitáculo é totalmente revestido em couro em um tom natural inspirado no couro VVN, um dos materiais mais emblemáticos da Maison. Usado em alças, tiras, acabamentos e tags das bagagens e bolsas.
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As extremidades das maçanetas trazem a mesma técnica de tingimento usada nas bolsas Louis Vuitton, enquanto as costuras são feitas com linha amarela. O relevo em padrão losango nos bancos e no acabamento frontal remete ao padrão malletage, característico dos baús da Mansion.
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Os bancos contam com ilhoses de ventilação, cada um deles com o padrão de flor do Monograma Louis Vuitton.
O detalhe também aparece no para-sol e nos apoios de cabeça, em diálogo com o para-brisa.
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Botões de ajuste, comandos, fechos, alavancas e saídas de ar foram trabalhados em metal, em sua maioria com acabamento prateado em ródio, utilizando técnicas artesanais tradicionais.
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Os designers da Louis Vuitton reinterpretaram cada detalhe da linha Tambour, incluindo velocímetro, tacômetro e mostradores. O resultado? Uma intersecção entre relojoaria e automobilismo, marcado pelo azul-cobalto vibrante e laranja vivo.
Coleção-cápsula
A Louis Vuitton vestiu o proprietário do carro com o mesmo cuidado dedicado ao automóvel. As peças são confeccionadas em couro Millésime, em sintonia com o interior do automóvel, e finalizadas nos tons laranja saffron, azul e amarelo.
“O que torna projetos como esse empolgantes é justamente a oportunidade de desafiar limitações e explorar novas abordagens para estética, identidade e o trabalho manual no campo da engenharia automotiva. Projetos dessa escala e exclusividade permitem um nível de atenção ao detalhe incomum na indústria”, explica Octave Chany.
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A Bisten, descendente direta das malas catalogadas pela Maison pela primeira vez em 1892, traz alça azul e tag de identificação. A Keepall, ícone desde 1930, acomoda roupas para uma semana.
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Uma bolsa para capacete inspirada nos anos 1950 acomoda o capacete sob medida, com ferragens ajustadas ao tom da tampa de combustível.
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Um par de malas dianteiras foi desenhado com o formato exato para se encaixar perfeitamente na dianteira do carro.
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Uma jaqueta em couro natural granulado, com zíper perfurado e três ilhoses em forma de flor do Monograma
As luvas surgem perfuradas, em tom natural ou azul-cobalto;
Os calçados aparecem em duas propostas: o LV Rally é um car-shoe com solado de borracha; já o LV Remix Derby traz uma silhueta inspirada em calçados para hiking.
Um capacete em carbono e fibra de vidro, com acabamento em couro e pala rebitada.
Porsche 911 Reimagined by Singer – Classic Turbo
Aqui, a colaboração entre Louis Vuitton e Singer se expandiu para o desenvolvimento de um conversível turbo. Sob a direção de Nicolas Ghesquière, diretor artístico das linhas femininas da Louis Vuitton, o modelo é a fusão entre os universos náutico e automotivo, temas que o designer frequentemente aproxima em suas coleções.
Com carroceria branca enriquecida por toques de marrom, o Classic Turbo revela um interior em que couro e madeira se harmonizam, evocando a elegância das lanchas clássicas.
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A paleta de cores evoca o calcário luteciano branco, uma pedra calcária branca que moldou a sede histórica da Maison na Pont Neuf. Soma-se então a detalhes dourados que adornam o carro como joias discretas, além dos tons naturais do couro e da madeira.
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Enquanto o grande aerofólio traseiro, sublinha suas capacidades, o compartimento traseiro de bagagem com abertura invertida se destaca, revelando um deck de madeira que dialoga com a beleza atemporal das lanchas.
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Cada componente integra diversos elementos em madeira, inclusive os para-choques.
Atrás dos bancos encontra-se um compartimento de bagagem. Ele é feito em madeira envernizada com a mesma técnica utilizada nos conveses de lanchas. Há espaço para bagagens, além da capota leve de tecido, também inspirada no universo náutico.
Também traz tiras de fixação em couro nos capôs dianteiro e traseiro, equipadas com fivelas.
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O relógio de painel ocupa o centro do console, revestido em couro natural. Medidores em dourado somam-se a um mostrador finalizado no mesmo tom da carroceria e uma ignição coordenada.
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O painel traz a assinatura da Louis Vuitton, retomada ao anoitecer nas lanternas traseiras, enquanto um aplique de couro no volante reforça de forma sutil a identidade da Maison. Todos os elementos funcionais são trabalhados em metal.
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Abaixo do relógio de painel, o acabamento da alavanca de câmbio evoca a silhueta da bolsa Noé, por meio de seu cordão em couro natural.
Coleção-cápsula
Ghesquière criou uma coleção-cápsula que parte dos próprios códigos do conversível: a carroceria branca, madeira e detalhes em dourado usados como joia.
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A Keepall 45 recebe uma capa removível que funciona como proteção adicional e transforma sua aparência, assim como o carro repousa sob sua própria capa sob medida.
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A Petite Malle é confeccionada em madeira, com espécies cuja tonalidade dialoga com a paleta cromática do carro. Também acomoda documentos de uma viagem automobilística.
A Noé, por sua vez, retoma a silhueta com cordão evocada pela alavanca de câmbio
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As luvas são apresentadas em couro trançado, com o padrão do Monograma pintado à mão, ecoando a madeira que reveste a cabine.
A LV Sneakerina surge leve, com assinatura visível apenas na lateral.
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