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IM6: O SUV elétrico de 752 cv Que Abre a Nova Estratégia Premium da MG no Brasil

O carro será o primeiro modelo da IM no país e inaugura uma nova camada premium da sino-britânica MG

5 min

A MG Motor prepara uma nova etapa de sua operação no Brasil. Depois de confirmar a chegada da IM Motors, marca premium do grupo chinês SAIC Motor, a companhia começa a definir como essa segunda frente vai funcionar no país. O primeiro passo é a chegada do IM6, SUV 100% elétrico de até 752 cv, que estreia uma estratégia própria de produto, posicionamento e atendimento dentro da estrutura da MG.

Na prática, a relação ficará no meio do caminho entre uma submarca e uma operação independente. Segundo Thiago Marques, head de marketing e produto da MG Motor Brasil, a IM funcionará como uma “irmã” da MG. Não haverá uma separação tão ampla quanto a existente, por exemplo, entre BYD e Denza, mas as concessionárias terão uma área específica para seus modelos.

A identidade visual ajuda a explicar essa lógica. No IM6, o logotipo da IM aparece no capô, volante e rodas. Na traseira, porém, está também a assinatura da MG, deixando explícita a ligação entre as duas marcas.

O SUV será o primeiro passo de uma gama que deverá crescer. Depois dele, a expectativa é pela chegada do LS8, um modelo de porte mais robusto. Na China, ele é oferecido com diferentes configurações, incluindo versões de tração traseira com 308 cv e opções de tração integral que chegam a 523 cv.

Um SUV para disputar espaço entre os elétricos premium

O IM6 chega em duas configurações de bateria, com 75 kWh e 100 kWh. Na versão mais potente, são 752 cv e 81,7 kgfm de torque, suficientes para levar o SUV de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. A velocidade máxima chega a 305 km/h. A autonomia homologada pelo Inmetro é de até 400 km.

Com 4,90 metros de comprimento e 2,95 metros de entre-eixos, o modelo combina proporções de SUV com perfil mais baixo e orientação para desempenho. Entre os recursos está a direção nas quatro rodas, utilizada para reduzir o esforço em manobras e aumentar a estabilidade em velocidades mais altas.

No interior, a proposta é reforçar a distância em relação aos MG convencionais. O painel reúne telas de 26,3 e 10,5 polegadas, enquanto os bancos seguem uma configuração que a marca compara a um sofá. Vidros duplos laminados foram usados para diminuir a entrada de ruído externo.

Um de seus principais rivais deverá ser o BYD Sealion 7, também 100% elétrico e que custa R$ 339.990. A versão de entrada do IM6 tem preço de R$ 368.990 e a mais cara sai por R$ 439.990, abaixo do Cyberster, que seguirá como o produto mais caro da operação no Brasil.

Cyberster continua no topo

Hoje, esse posto pertence ao roadster elétrico da MG, vendido por R$ 529.800. O Cyberster entrega 510 cv, 725 Nm de torque e acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos. A autonomia homologada pelo Inmetro é de 342 km.

De janeiro a setembro de 2026, foram 100 unidades emplacadas, segundo dados da Fenabrave, resultado que colocou o modelo como o sétimo esportivo mais vendido do país no período.

A IM, portanto, não chega para substituir o Cyberster no topo da tabela de preços. A função é outra: criar uma segunda camada de produtos de maior valor dentro da estrutura da MG, especialmente entre SUVs elétricos.

A primeira resposta do mercado veio antes mesmo do lançamento. A companhia afirma ter mais de 300 reservas pré-confirmadas para o IM6 e trouxe um lote inicial de 500 unidades.

MG de um lado, IM do outro

A estratégia brasileira reflete a própria estrutura do grupo. A MG, marca britânica centenária hoje controlada pela chinesa SAIC Motor, é a base da operação no país. A IM Motors, também pertencente ao conglomerado, chega para ocupar uma faixa acima, com produtos elétricos mais sofisticados e uma identidade própria dentro da rede.

Essa divisão segue a própria estrutura da SAIC. Em 2025, o grupo vendeu 4,507 milhões de veículos no mundo, alta de 12,3%. Suas marcas próprias, incluindo MG e IM, responderam por 2,928 milhões de unidades, avanço de 21,6%.

No Brasil, isso significa usar uma mesma estrutura para atender públicos diferentes sem transformar a IM apenas em uma versão mais cara da MG.

Até pequenos detalhes foram adaptados. Na China, o IM6 pode trazer na traseira um painel luminoso configurável, capaz de exibir animações. O recurso ficou fora do modelo brasileiro por questões legais.

O IM6 será, assim, menos uma estreia isolada e mais o início de uma nova camada da operação da SAIC no país. A MG continua sendo a porta de entrada e a base industrial. A IM chega para ocupar um espaço acima — mas ainda dividindo a mesma casa.

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