A motivação de Caio Amato para transformar a realidade ao seu redor começou ainda na infância, quando encontrou no futebol uma forma de enfrentar o bullying e afirmar sua identidade. Foi essa mentalidade que o acompanhou ao longo da carreira e o levou à presidência global da Oakley, tornando-se um dos principais executivos da indústria esportiva e de lifestyle.
Em novo episódio do Forbes Talk, Amato relembra a própria trajetória e os desafios de atuar em mercados e culturas distintas. Ao trabalhar para expandir a presença da Mizuno e Adidas no Brasil, ele precisou convencer executivos pragmáticos e contrários ao risco de que o país era um mercado estratégico. “Eu tinha uma confiança extrema porque eu fazia parte daquilo, eu era um dos brasileiros que sonhava com um tênis daquele”, conta, explicando como sua vivência na periferia ajudou a sustentar a aposta.
Autenticidade e escuta como ativos estratégicos de marca
Mesmo diante de dúvidas vindas de todas as partes, Amato defende que a cultura é elemento central na construção de marca. Para ele, a escuta ativa é um dos principais ativos de qualquer empresa: compreender sentimentos, traduzir aspirações e fazer com que o público se reconheça no produto é o que gera desejo e fidelidade.
Segundo o executivo, é essa lógica que sustenta a identidade da Oakley. Construída sobre autenticidade e disrupção, a marca busca se posicionar de forma clara e distinta em relação ao mercado. “Não estamos aqui para manutenção, estamos para fazer revolução”.
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