Por que as ações das companhias aéreas dispararam se os feriados serão agrupados

GettyImages/ DuKai photographer
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Socorro dos bancos e não adoção do lockdown em São Paulo contribuíram para valorização dos papéis

O Estado de São Paulo está confirmando uma tendência para 2020: a antecipação dos feriados para estimular o comércio no segundo semestre. Mas se isso está acontecendo, por qual razão as ações das companhias aéreas subiram tanto hoje (18)?

A ideia ventilada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, está sendo colocada em prática. Os feriados do segundo semestre estão sendo antecipados para o período de isolamento. Existem dois pontos por trás dessa medida. O primeiro é que o Estado de São Paulo experimenta, em feriados e finais de semana, um índice mais alto de isolamento social. O segundo é que, ao observar anos anteriores, o setor de serviços acaba sendo mais prejudicado do que ajudado financeiramente com os feriados.

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O primeiro pensamento que vem à cabeça no caso das companhias aéreas é que suas ações deveriam despencar, afinal, as pessoas não terão folga para programar possíveis viagens. No entanto, os papeis dessas empresas subiram mais de 15%.

O fato é que, em todo o mundo, a semana começou com um apetite a ativos mais arriscados bem maior. A reabertura das principais economias mundiais e notícias promissoras de tratamentos e vacinas estão impulsionando investidores pelo mundo inteiro.

No cenário específico das companhias aéreas, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou que as três principais do país – Gol, Azul e Latam – aceitaram as condições financeiras da operação de socorro dos bancos para o setor. Como suas ações estavam sendo negociadas como se elas estivessem próximas de “quebrar”, essa ajuda provoca uma reversão muito rápida nos preços.

Ainda contribuem outros pontos menores, como o fato de o governador de São Paulo, João Doria, descartar, pelo menos por agora, a possibilidade de lockdown. Também aumenta o sentimento positivo o anúncio do presidente do Senado, David Alcolumbre, da suspensão do recesso parlamentar de julho, o que aumenta as chances do avanço da agenda de reformas.

O setor ainda deve enfrentar um cenário muito desafiador, com as pessoas receosas de contaminação durante viagens. Mas é fato que o socorro e a possibilidade de uma solução sanitária contribuem para deixar o futuro menos nebuloso para as aéreas.

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