Brasil está cada vez mais dependente da China em termos comerciais

GettyImages/ sezer ozger
Mesmo com os desentendimentos públicos, os chineses seguem comprando do Brasil

A balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 4,548 bilhões, o menor desde 2015 para o mês de maio. De janeiro a maio, a balança comercial acumula um saldo positivo de US$ 16,349 bilhões, valor 19,5% inferior ao mesmo período do ano passado.

Olhando o resultado de maio no detalhe, as exportações registraram queda de 4,2%, amortecida pelo aumento das vendas de produtos agrícolas. O mais curioso é que mesmo com todo o conflito no campo diplomático com os chineses, as exportações brasileiras para a Ásia cresceram 27,7%, com alta de 35,2% nos produtos exportados para a China.

Do outro lado, nós continuamos tendo Estados Unidos e China como principais fontes de importações. As duas nações registraram vendas no equivalente a US$ 2 bilhões. Outros destaques foram importações vindas da Alemanha, Argentina, Japão, México, Índia, Itália e Coréia do Sul.

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A China nos vendeu manufaturados, com alto valor agregado: aparelhos elétricos, celulares, produtos químicos orgânicos, tecidos (como máscaras de proteção biológica) e computadores.

Os Estados Unidos nos venderam derivados de petróleo, produtos químicos orgânicos, produtos químicos, plásticos, carvão, equipamentos industriais, e farmacêuticos.

O aumento das vendas para a China tem fatores internos deles como explicação. O país estavam em isolamento, com produções paralisadas. No entanto, mesmo com a retomada podemos seguir vendendo grandes quantidades. A motivação vem da nova rodada de queixas do país contra os Estados Unidos.

Resta o Brasil alinhar internamente nossos comandantes, que o tempo inteiro ficam alfinetando nossos principais clientes. Com a elevação do tom pelo presidente americano, Donald Trump, temos que enxergar a oportunidade, e não repetir os insultos.

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