Primeira semana de junho é marcada pela volta do otimismo

GettyImages/ TERADAT SANTIVIVUT
Alívio vem depois de três meses intensos, em que os mercados financeiros passaram por uma das correções mais rápidas de sua história

A primeira semana de junho foi extremamente positiva ao redor do mundo. O ponto fora da curva foram as manifestações nos Estados Unidos, movimento que fez com que os mercados locais aproveitassem menos desse otimismo, que aumentou a procura por ativos de risco.

Se levarmos em conta as maiores preocupações dos últimos meses, veremos que, em junho, quase todas elas foram na direção contrária.

A pandemia de coronavírus, que ainda preocupa muito na América Latina, está enfraquecendo na Europa e nos Estados Unidos a ponto de propiciar a reabertura dessas economias. Só esse fato, sozinho, já impulsionaria os mercados, mas uma avaliação que tem se popularizado é a de que o risco de uma segunda onda de contaminações está menor do que o temido. Logo, a perspectiva de não ter mais este obstáculo animou os investidores pelo globo.

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Mesmo que os próximos meses ainda vivenciem uma retomada lenta, a sinalização de que o restante do ano não está perdido é um grande motivo de celebração.

Ainda tivemos na semana estímulos monetários, com destaque para o Banco Central Europeu. A instituição apontou que seguirá com o programa de compra de ativos por, pelo menos, um ano. Ainda afirmou que dobrará seu tamanho e que a inflação não deve atingir a meta antes de 2022, o que prescreve juros baixos, pelo menos, até o segundo semestre de 2021.

Na parte fiscal, novamente a Europa foi destaque. Particularmente a Alemanha, que divulgou um plano de mais de € 100 bilhões em estímulos fiscais, além de cortar as taxas de imposto até o final do ano. Toda criança do país receberá um auxílio governamental até dezembro.

Um último ponto externo veio do choque de preços do petróleo. A reunião do maior cartel global deve garantir o corte de produção por mais dois meses.

No que diz respeito ao Brasil, as tensões políticas deram uma trégua. Ou seja, por hora, vemos os três poderes buscando uma conciliação, mas, como toda trégua, certamente teremos mais capítulos de estresse à frente. Isso quer dizer que é importante se precaver e saber aguentar a volatilidade.

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