Alerta da CVM ilustra correria de empresas brasileiras para IPO

 Virojt Changyencham/Getty Images
Virojt Changyencham/Getty Images

Se completadas as operações que estão em análise, 2020 deve ser o ano mais intenso na bolsa brasileira em mais de uma década

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fez hoje (12) um alerta sobre pedidos mal feitos de registro de companhia aberta, numa possível indicação de que a onda de empresas brasileiras rumo à bolsa pode estar acontecendo sem cuidados apropriados para este tipo de operação.

“Temos percebido diversas falhas no protocolo dos documentos encaminhados para o processo de registro de companhias abertas”, afirma o órgão regulador, dirigindo-se a diretores de relações com investidores, advogados e auditores, profissionais envolvidos na confecção e revisão dos documentos.

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Dentre os erros encontrados, a CVM cita formulários de demonstrações financeiras com notas explicativas referentes a outros períodos e documentos em língua estrangeira traduzidos para o português em versão livre, não juramentada.

“Destaca-se que essas falhas podem ser facilmente identificadas antes do protocolo dos documentos, evitando atrasos desnecessários no processo”, afirmou a CVM, explicando que a contagem do prazo de análise do pedido de registro somente começa quando é protocolado o último documento que complete o conjunto de requisitos necessários para avaliação do pedido.

Mesmo com a turbulência nos mercados financeiros desde março com a emergência mundial da pandemia de Covid-19, o mercado de capitais brasileiro voltou com força, com dezenas de empresas iniciando ou retomando ofertas públicas de ações, uma vez que a queda do juro para mínimas históricas amplia o apetite de investidores por ativos de maior risco e com potencial de maiores rentabilidades.

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Atualmente, há 29 empresas na fila, todas de ofertas iniciais (IPO, na sigla em inglês), ou seja, de empresas não listadas. Outras nove já se listaram neste ano. Se completadas as operações que estão em análise, o movimento já deve marcar o ano mais intenso na bolsa brasileira em mais de uma década. (Com Reuters)

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