Ibovespa fecha estável em sessão com Fed e cenário fiscal ainda no radar

Leah Millis/Reuters
Leah Millis/Reuters

Vista da fachada do edifício sede do Federal Reserve

O Ibovespa fechou sem variação hoje (27), em sessão sem tendência definida, com anúncio de mudança na estratégia de política monetária nos Estados Unidos, enquanto o cenário fiscal no Brasil manteve agentes financeiros melindrados.

Leia mais: Coty tem prejuízo pior do que expectativas com pandemia derrubando vendas

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou estável, a 100.623,64 pontos, tendo alcançado 101.547,82 pontos no melhor momento e 99.856,91 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$ 22,8 bilhões, abaixo da média diária do mês, de R$ 31,3 bilhões.

Nos EUA, o Federal Reserve disse que buscará inflação de 2% em média ao longo do tempo, compensando os períodos abaixo desse percentual com inflação mais alta “por algum tempo”, e garantir que o emprego não fique aquém de seu nível máximo.

Apesar de ser “o presente que o mercado esperava”, conforme afirmou o diretor de operações da Mirae Asset Pablo Spyer, e ajudar o Ibovespa bater máxima da sessão, não foi suficiente para sustentar o fôlego.

Permanentes preocupações com as contas públicas no Brasil continuam minando o sentimento no mercado financeiro e inibindo o avanço na bolsa paulista.

“Os riscos fiscais aumentaram e provavelmente permanecerão pendentes para o mercado até que o governo apresente um plano confiável”, afirmou o Julius Baer, em comentário a clientes, reiterando recomendação “underweight” para as ações brasileiras.

A agência de rating Moody’s chamou atenção para a questão fiscal, ressaltando que incertezas ligadas ao teto de gastos podem minar a recuperação econômica do país.

Na visão do diretor de investimentos da Kilima Gestão de Recursos, Eduardo Levy, incertezas com o ambiente político-econômico no país estão reduzindo a liquidez na bolsa.

Leia também: Nubank levanta US$ 300 milhões, mostra documento

“Investidores estrangeiros e institucionais parecem esperar uma sinalização mais certa para cima ou para baixo do governo, e aí a bolsa fica muito a mercê de fluxos mais leves de pessoas físicas”, acrescentou.

Dados de participação de investidores no segmento Bovespa mostram queda na fatia de pessoas físicas no total negociado em agosto, para 22,5% até o dia 25, de 26,9% em julho. Já a de institucionais aumentou para 25,9% e a de estrangeiros, a 46%. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).