Ibovespa recua com forte pressão do exterior, mas sustenta 101 mil pontos

Reprodução/Forbes

O Ibovespa fechou a primeira sessão da semana em queda, sob forte pressão negativa vinda do exterior, mas sustentou o patamar conquistado na última semana, encerrando o dia com recuo de 0,24% aos 101.016 pontos. O dólar também fechou o dia no campo negativo, em uma sessão marcada por forte volatilidade, com queda de 0,27% e negociado a R$ 5,61 na venda.

A segunda-feira foi de perdas mais expressivas ao redor do mundo. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 2,29% na sessão, seguido por perdas de 1,86% no S&P 500 e por desvalorização de 1,64% no Nasdaq Composite. Na Europa, o destaque vai para o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, que perdeu quase 4% no dia, pressionado por queda de 22% nos papéis da SAP após a gigante de tecnologia abandonar suas metas de lucro para o médio prazo, advertindo os investidores que seus negócios levariam mais tempo do que o esperado para se recuperar da pandemia.

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O sentimento negativo e a forte aversão aos riscos do mercado de hoje têm um nome: coronavírus. As novas infecções somaram mais de 60 mil casos apenas ontem nos EUA, enquanto a Europa bateu a marca de 250 mil mortes no continente, aumentando as incertezas quanto à recuperação das economias globais.

Na Espanha, que já teve mais de 1 milhão de casos da doença, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, alertou que o país está enfrentando uma situação “extrema” ao anunciar um novo estado de emergência no domingo, impondo toques de recolher noturnos e proibindo viagens entre regiões em alguns casos. A França, que já havia anunciado novas medidas de combate ao vírus, registrou mais de 50 mil casos diários pela primeira vez no fim de semana. A Itália também anunciou novas restrições e toque de recolher a partir das 18h.

“Teremos meses muito, muito difíceis pela frente”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em uma reunião de líderes da União Democrata-Cristã (CDU).

Outras variáveis também estão na mesa e seguem no radar dos investidores, como as eleições nos EUA e a falta de um acordo entre democratas e republicanos para um novo pacote de alívio econômico.

“As bolsas reagiram ao aumento de restrições, principalmente na Europa, e também ao balde de água fria do pacote de estímulos americanos. A queda nas bolsas em Wall Street ocorre justamente naquelas ações sensíveis à abertura da economia, como os hotéis, turismo e aviação. A descrença com o pacote de estímulos aumenta também a partir de um maior acirramento na disputa pela maioria do Senado, que pode não ser tão azul (democrata) o quanto previsto, emperrando também novos pacotes no pós eleições”, explica João Beck, sócio da BRA, escritório credenciado da XP.

Os norte-americanos aguardam desde julho um acordo entre o Congresso e a Casa Branca.

Nos indicadores, as expectativas para a inflação em 2020 foram revistas para cima mais uma vez, agora a 2,99% ao ano, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central. Na semana passada, a expectativa era de inflação em 2,65% no ano. Essa é a 11ª elevação consecutiva dos agentes para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Há um mês, a projeção do mercado era de inflação em 2,05% para 2020.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir o futuro da taxa Selic. A expectativa do mercado é de manutenção na taxa em 2% ao ano. (Com Reuters)

Destaques do Ibovespa

Maiores Altas
GNDI3: +3,40% a R$ 66,53
HAPV3: +3,30% a R$ 65,83
CIEL3: +3,20% a R$ 3,87
SANB11: +2,64% a R$ 34,55
ENGI11: +2,26% a R$ 43,96

Maiores Baixas
MULT3: -4,85% a R$ 20,18
CVCB3: -4,11% a R$ 14,45
AZUL4: -3,87% a R$ 26,05
GOLL4: -3,81% a R$ 18,92
VVAR3: -3,65% a R$ 19,55

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