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Veja como cada presidente dos Estados Unidos tratou o mercado de ações

De 1952 a junho de 2020, os retornos reais anualizados durante a gestão dos democratas foram de 10,6% contra 4,8% dos republicanos

4 min

Chip Somodevilla/Getty Images

A sabedoria popular diz que os democratas liberais são ruins para a economia e para o mercado de ações em função de suas tendências governamentais, enquanto os republicanos conservadores são bons do ponto de vista fiscal. Mas essa crença – amplamente aceita – cai por terra se analisarmos os dados desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

“Os mercados de ações têm um desempenho melhor sob governos democratas do que sob governos republicanos. Esse é um fato bem conhecido, mas não implica em causa e efeito”, explica Jeremy Siegel, professor de finanças da Wharton School da Universidade da Pensilvânia. De 1952 a junho de 2020, os retornos reais anualizados do mercado de ações durante a gestão dos democratas foram de 10,6% em comparação aos 4,8% sob o comando dos republicanos.

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Com a eleição de 2020 chegando, alguns investidores estão preocupados com os prós e contras de uma presidência de Trump vs. Biden. Uma vitória dos democratas quase certamente significa uma reversão do corte massivo de impostos corporativos de Donald Trump (um ponto negativo para as ações), mas o estímulo econômico adicional (que o mercado aparentemente adora, apesar das implicações no déficit) e a estabilidade nas relações comerciais com a China seriam fatores positivos.

De acordo com Siegel, autor do clássico de investimento de 1994 “Stocks For The Long Run” (“Investindo em Ações No Longo Prazo”, em português), a obsessão de Wall Street com a política está equivocada. “Os mercados em alta e os mercados em baixa vêm e vão, e isso tem mais a ver com os ciclos de negócios do que com os presidentes.” De certa forma, o ambiente atual tem características da ameaça existencial enfrentada por George W. Bush pós-2001 (substitua o terrorismo pela pandemia), a agitação civil que assolou os governos Johnson e Nixon e a guerra comercial de Ronald Reagan com o Japão na década de 1980.

Para entender melhor a relação entre as decisões dos presidentes e o desempenho das ações, a Forbes analisou a performance do mercado de capitais, incluindo dividendos, desde Harry Truman. Com dados do National Bureau of Economic Research (NBER), também observamos o número de expansões e recessões durante os mandatos de cada presidente desde então. Em alguns casos, como no da presidência de Bill Clinton, que ocupou o cargo durante um dos períodos mais impressionantes de prosperidade econômica da história – e da alta dos mercados -, você não verá uma expansão. Isso porque o crédito é dado ao presidente que estava no cargo durante sua criação, que neste caso específico era George H. W. Bush. Também incluímos a relação entre a dívida federal bruta e o PIB no último ano de cada presidência.

O presidente com o melhor retorno acumulado no mercado de ações é Bill Clinton, com quase 210%. O pior: George W. Bush, com – 40%. A incerteza tem sido, de longe, a maior perturbação dos mercados. Em setembro de 1955, por exemplo, as ações despencaram 6,5% em um único dia quando Dwight D. Eisenhower, o 34º presidente norte-americano, sofreu um ataque cardíaco repentino após uma partida de golfe. Quando Kennedy foi assassinado, em novembro de 1963, a queda instantânea foi de 3%. Em ambos os casos, a recuperação foi praticamente instantânea. Deixando de lado as oscilações do mercado, os investidores podem se consolar com o fato de que, no longo prazo, comprar e manter papéis, tem funcionado melhor. Um investimento de US$ 1.000 no mercado acionário norte-americano em janeiro de 1945 teria gerado um retorno anual total de 11% e valeria, no final de 2019, US$ 2,3 milhões.

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Veja, na galeria de fotos a seguir, como se comportou o mercado de ações nos Estados Unidos durante o mandato de 13 presidentes:

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