Ibovespa sobe 4% na semana e caminha para recorde em novembro

O Ibovespa fechou o dia em alta, subindo 0,32% aos 110.575 pontos com fôlego vindo de Wall Street no retorno do feriado nos Estados Unidos. Na semana, o índice brasileiro acumulou variação positiva de 4,2%, elevando os ganhos de novembro a 17,7% até agora. Mantendo-se o patamar atual, este será o melhor desempenho no mês desde 1999.

A semana foi marcada pelo tom positivo nas bolsas globais com as perspectivas de vacinas e com a transição de poder na Casa Branca alimentando o apetite por riscos dos investidores. No cenário doméstico, o risco fiscal segue na mesa e preocupando o mercado, mas o fluxo de recursos do investidor estrangeiro dá fôlego ao Ibovespa. O saldo líquido da bolsa brasileira até o dia 25 de novembro é positivo em R$ 29,99 bilhões.

Estrategistas também apontaram uma rotação nos portfólios de ações para papéis de empresas de ‘valor’ e ‘cíclicas’, com maior peso no Ibovespa, em detrimento de ações de ‘crescimento’, como as de tecnologia, como mais um componente para a forte recuperação.

Depois de alternar entre ganhos e perdas, o dólar terminou em leve baixa ante o real, recuando 0,17% e negociado a R$ 5,32 na venda em mais um dia de fraqueza geral para a divisa norte-americana com maior apetite por riscos do mercado. Na semana, a cotação recuou 1,13%, engatando o segundo período consecutivo de retração.

Na visão do sócio e assessor da Aplix Investimentos, Yuri Cavalcante, “o investidor global ficou com mais apetite por riscos”, afirmou, citando a depreciação do real neste ano como um componente adicional, já que deixou as ações brasileiras duplamente descontadas em relação aos preços em dólar. “Isso ofuscou as notícias internas e preocupações com o fiscal.”

Em dia de pregão reduzido em Nova York, os índices acionários norte-americanos fecharam em campo positivo com os papéis de tecnologia e saúde entre os principais suportes do S&P 500 e do Nasdaq Composite. Os benchmarks valorizaram 0,24% e 0,92%, respectivamente, enquanto o Dow Jones teve alta de 0,13% na sessão. No acumulado da semana, o S&P 500 avançou 1,58%, o Dow Jones subiu 1,45% e o Nasdaq teve alta de 2,53%. O mercado de ações segue olhando para 2021, com foco nas vacinas contra a covid-19 ofuscando os temores sobre o avanço do vírus no inverno norte-americano e seus impactos econômicos.

Na B3, os papéis de Suzano e Klabin figuraram entre as maiores altas do Ibovespa na esteira do anúncio de aumento de preço pela Suzano e da aprovação da incorporação da Sogemar por acionistas da Klabin. (Com Reuters)

DESTAQUES DO IBOVESPA

Maiores Altas
EZTC3: +6,00% a R$ 42,76
SUZB3: +3,99% a R$ 55,53
KLBN11: +3,67% a R$ 24,83
BRAP4: +3,60% a R$ 59,79
CYRE3: +3,52% a R$ 27,33

Maiores Baixas
COGN3: -3,93% a R$ 4,89
VVAR3: -3,75% a R$ 18,49
IRBR3: -3,54% a R$ 6,82
CSNA3: -2,69% a R$ 82,20
CIEL3: -2,59% a R$ 3,76

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).