Fundo Third Point pressiona Intel a explorar opções de negócios

REUTERS/Amir Cohen
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O presidente-executivo do Third Point, Daniel Loeb, pediu por ação imediata para impulsionar a posição da empresa no mercado

O fundo de hedge ativista Third Point está pressionando a Intel a explorar alternativas estratégicas, decidindo se deve permanecer como fabricante de dispositivos integrados, de acordo com uma carta enviada ao presidente da empresa ontem (29) e vista pela Reuters.

O presidente-executivo do Third Point, Daniel Loeb, pediu ao presidente da Intel, Omar Ishrak, ação imediata para impulsionar a posição da empresa como grande fornecedora de chips de processadores para computadores e data centers. O fundo de Nova York acumulou uma participação de quase US$ 1 bilhão na Intel, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Loeb diz na carta que a tarefa mais urgente da Intel é resolver seu “problema de gerenciamento de capital humano”, já que muitos de seus talentosos designers de chips saíram da empresa “desmoralizados pelo status quo”.

A Intel perdeu o liderança no setor de microprocessadores para a Taiwan Semiconductor Manufacturing e para a Samsung Electronics, Loeb escreveu na carta.

A Intel também está perdendo participação no mercado de PCs e data centers para a AMD, acrescentou Loeb. A Nvidia está dominando os modelos de computação usados em aplicativos de inteligência artificial, enquanto a Intel tem estado ausente neste mercado, de acordo com a carta.

“Sem uma mudança imediata na Intel, tememos que o acesso da América ao fornecimento de semicondutores de ponta se desgaste, forçando os EUA a depender mais fortemente de um Leste Asiático geopoliticamente instável para alimentar tudo, de PCs e data centers a infraestrutura crítica e muito mais,” disse Loeb.

Loeb pediu à Intel que contrate um consultor de investimento para avaliar alternativas estratégicas. O Third Point acredita que a Intel deve considerar cindir a unidade de desenvolvimento de chips das operações de fabricação de semicondutores, segundo as fontes. (Com Reuters)

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