Polícia faz operação em corretora turca de criptomoedas após denúncias

A Thodex recebeu milhares de queixas criminais de pessoas que afirmavam terem sido roubadas e ficarem sem acesso a suas contas.

Redação
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Dado Ruvic/Illustration/Reuters
Dado Ruvic/Illustration/Reuters

Na semana passada, a Turquia proibiu o uso de criptoativos em pagamentos, aumentando motivos que levaram o bitcoin a recuar 14% no fim de semana

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A polícia turca fez hoje (22) uma operação de busca e apreensão em uma corretora de criptomoedas de Istambul, após milhares de pessoas apresentaram queixas criminais contra a empresa afirmando que foram roubadas e ficaram sem acesso a suas contas.

A corretora Thodex, que lida diariamente com centenas de milhões de dólares em operações com moedas digitais, afirmou que vai ficar fechada por quatro a cinco dias por causa de um processo de venda da empresa.

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No entanto, os usuários que não conseguem acessar suas contas manifestaram a preocupação no Twitter de que foram roubados, segundo comentários largamente reproduzidos pela imprensa local.

A polícia de Istambul afirmou que o fundador e presidente-executivo da empresa, Faruk Fatih Ozer, viajou para a capital da Albânia, Tirana, na terça-feira (20).

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A agência de investigação de crimes financeiros Masak bloqueou as contas da companhia na quarta-feira (21) e começou uma investigação, afirmou uma fonte na Masak. A Thodex afirmou que os relatos negativos na imprensa não são verdadeiros e que bancos e fundos interessados em investir na companhia tinham proposto uma parceria. A empresa não revelou os nomes dos potenciais investidores. “Para este processo ser completado, as transações precisam ser interrompidas e o processo de venda precisa ser concluído”, afirmou a corretora.

Hoje, a Thodex disse em comunicado separado que na semana passada detectou volatilidade anormal nas contas da companhia e que interrompeu as transações para encontrar o motivo. A empresa afirmou que autoridades financeiras não encontraram irregularidades nas contas da companhia e que Ozer vai retornar à Turquia nos próximos dias e que vai cooperar com as autoridades. A Reuters não conseguiu contato com Ozer.

Na semana passada, a Turquia proibiu o uso de criptoativos em pagamentos, aumentando motivos que levaram o bitcoin a recuar 14% no fim de semana. O banco central da Turquia citou danos irreparáveis e riscos em transações como motivos para a proibição.

O advogado Oguz Evren Kilic afirmou que foi contatado por usuários da corretora na quarta-feira e que eles abriram uma queixa criminal em nome de várias pessoas em Ankara. Ele afirmou ainda que milhares de outras pessoas abriram processos no país.

“Não está claro onde isso vai dar. Há milhares de queixas criminais feitas em muitos lugares ao redor da Turquia”, disse ele à Reuters, acrescentando que a plataforma tem 400 mil usuários, dos quais 391 mil são ativos. (Com Reuters)

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