“Quem vai salvar o Brasil são os empreendedores”, prevê Guilherme Benchimol sobre o futuro do país

Reprodução/Forbes
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Para Benchimol, o aumento do número de fintechs nos últimos cinco anos é um sinal positivo para o mercado brasileiro

“Os novos empreendedores serão responsáveis por gerar renda, lucro e inovação para o país”, destacou o fundador da XP, Guilherme Benchimol, durante palestra no Fórum da Liberdade, ontem a noite (12). Junto de Sergio Furio, CEO da Creditas; e Marcos Boschetti, CEO da Nelogica; o bilionário participou da conversa “Vai tudo virar fintech?”, que discutiu as mudanças no mercado financeiro brasileiro e as consequências positivas desse cenário para o avanço do país.

Para ele, o aumento do número de fintechs nos últimos cinco anos, que saltou de cem negócios em 2015 para mais de 900 em 2021, é um sinal positivo de que o mercado brasileiro, tão conservador, está se atualizando. E é exatamente a partir dessa movimentação que surge um pilar essencial para uma economia positiva: a concorrência. “Alguns dados mostram que, nos próximos dez anos, vamos ter três vezes mais empreendedores do que tivemos nos últimos 20 anos”, comenta. “Com isso, temos mais competição, o que gera deflação, resultando em juros mais baixos. Essa é a explosão que vamos assistir.”

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No caso das fintechs, a atuação no mercado, que se torna cada vez mais reconhecida, faz com que os bancos tradicionais precisem trabalhar o dobro para oferecer o melhor serviço possível e manter a base de clientes. “É por conta da nossa atuação que os bancos começam a cortar taxas, por exemplo”, diz Benchimol, que enxerga com bons olhos esse ambiente.

No entanto, para o bilionário, as fintechs representam mais do que uma boa movimentação do setor financeiro. Em uma previsão ousada, ele diz: “Quem não virar fintech vai acabar”. De certa forma, é a estrutura de startup que conversa com a nova geração. “Trabalhamos de maneira ágil, empoderamos as pessoas, fugimos de uma estrutura hierárquica e colocamos o cliente sempre em primeiro lugar”, explica. Em sua visão, é essa cultura que, no longo prazo, vai ganhar o jogo contra os grandes bancos.

“O Brasil sempre teve instabilidade, então, nossa cultura é o conservadorismo. No entanto, para quem quer um mercado menos burocrático, a resposta é empreender”, opina, destacando que há um mar de oportunidades para quem quer começar no país. “Se eu fosse um extraterrestre, colocaria todas as minhas fichas de investimento no Brasil e viria para cá”, afirma, emendando uma brincadeira: “Tenta empreender na Califórnia, onde a competição é de altíssimo nível”.

“O Brasil é um país de infinitas possibilidades porque aqui precisamos de tudo”, conclui. Para Benchimol, se essa é uma afirmação preocupante no mundo atual, também é um sinal de esperança para o futuro.

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