Guedes estima crescimento de até 5% para este ano e prevê superávit primário em 2024

Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Ao comentar o ritmo de arrecadação tributária, Guedes [foto] afirmou que o país pode retomar os superávit primários antes do que se imaginava

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (25) que o Brasil caminha para alcançar um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em torno de 4,5% a 5% este ano e projetou que as contas do governo devem voltar a ser superavitárias em 2024, ou mesmo 2023.

“Vêm as concessões, as privatizações, saneamento, infraestrutura, logística. Esse é um grande desafio à frente, e o Brasil está mostrando que vai chegar lá, como disse o Mansueto (Almeida, ex-secretário do Tesouro), crescendo 4,5% ou 5% este ano”, disse Guedes em evento promovido pelo BTG Pactual.

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A atual estimativa oficial do Ministério da Economia aponta para crescimento do PIB de 3,5%, de acordo com o mais recente Boletim MacroFiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica na semana passada.

Ao comentar o ritmo de arrecadação tributária, Guedes afirmou que o país pode retomar os superávit primários antes do que se imaginava.

“A minha hipótese é o seguinte: a arrecadação está no mínimo. E se eu conseguir baixar o déficit de 2(%) para 1(%) com arrecadação no mínimo, espero ela crescer um pouquinho e vamos ver o que acontece. Bom, os nossos cálculos, antes achava-se que isso aí só iria gerar um superávit primário em 2027. Já passou para 2024. No ritmo que está vindo a arrecadação, pode ser antes, pode ser 2023.”

No primeiro quadrimestre do ano, a arrecadação teve alta real de 14% sobre o mesmo período de 2020 e somou R$ 602,7 bilhões, o que também foi o maior valor para o período da série da Receita, que tem início em 1995.

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 encaminhado ao Congresso em abril, a equipe econômica previu déficits primários de R$ 144,972 bilhões em 2023 e de R$ 102,204 bilhões  para 2024. Os saldos não incluem despesas com juros e se referem às contas do Tesouro, Previdência e Banco Central. (Com Reuters)


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