Ibovespa abre em alta, com foco em dados dos Estados Unidos

O dólar cede terreno ante real no início do dia, refletindo maior apetite por risco .

Iasmin Paiva
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O Ibovespa abriu no azul hoje (9), com alta de 0,38%, a 130.400 pontos, após avançar na véspera apoiado pelas commodities. Em dia de dados relevantes para o mercado norte-americano, a agenda doméstica mais calma fica em segundo plano. Lá fora, os índices operam sem direção definida. O dólar cede terreno frente ao real nos primeiros negócios do dia, favorecido pelo apetite local por risco. Às 9h46, o dólar recuava 0,38%, a R$ 5,053.

Os índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura em alta, conforme os investidores digerem os dados da inflação de maio, que avançou 0,6% frente abril, e 5% na comparação anual. O resultado veio acima da expectativa do mercado, que esperava crescimento de 0,4% e 4,7% nas taxas, respectivamente.

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Também foram divulgados os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, que totalizaram 376.000 na semana encerrada em 5 de junho, ante 385.000 pedidos na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Esse foi o nível mais baixo desde meados de março de 2020, quando a primeira onda de infecções por Covid-19 se alastrou pelo país.

A inflação acima do esperado coloca o mercado em estado de alerta, já que pode representar o aumento da taxa de juros por parte do Fed (Federal Reserve), com o intuito de manter os preços estáveis. Segundo Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, o é um fenômeno global, “resultado dos desequilíbrios causados pela pandemia – uma paralisação sem precedentes na economia em 2020 seguida de uma recuperação acelerada”.

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Os índices europeus operam mistos, após o BCE (Banco Central Europeu) manter sua política de juros de forte ritmo de compras de títulos emergenciais, alinhado com as expectativas do mercado. A inflação norte-americana também segue no radar.

O Stoxx 600 perde 0,12%; na Alemanha, o DAX cai 0,04%; o CAC 40 desvaloriza 0,31% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,30%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,22%.

As Bolsas asiáticas fecharam, majoritariamente, em alta nesta quinta-feira. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,01%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,69%; e no Japão, o índice Nikkei valorizou 0,34%; na China, o índice Shanghai, cresceu 0,54%. Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, explica que o dia positivo para os mercados asiáticos foi provocado pelos avanços das negociações comerciais entre EUA e China.

“Os dois países concordaram em impulsionar o comércio e seus laços de investimentos, além disso, Joe Biden revogou as mudanças impostas por Donald Trump em relação a aplicativos chineses, como TikTok e WeChat, o que animou os investidores”, explica Villegas.

Os futuros do minério de ferro encerraram em alta nesta quinta-feira, mas os ganhos foram limitados com a China reiterando o objetivo de conter a inflação nas commodities. O contrato mais negociado para entrega em setembro na bolsa de commodities de Dalian fechou o pregão diurno com alta de 0,7%, US$ 184,53 por tonelada.

Enquanto isso, os preços do petróleo subiram no dia de hoje, após dados que indicam uma fraca demanda de combustível nos EUA. Os futuros do petróleo bruto Brent subiram 0,25%, a US$ 72,40 o barril, mantendo-se perto de uma alta não vista desde maio de 2019. Enquanto os futuros do WTI subiram 0,16%, para US$ 70,07 o barril, ficando perto de seu nível mais alto desde outubro de 2018. (com Reuters)

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