Na rota do otimismo, especialistas projetam Ibovespa em 150 mil pontos ao fim de 2021

Expectativa do mercado é de valorização sólida e consolidada, com mais recordes no segundo semestre.

Kariny Leal
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Berkah/GettyImages
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Expectativa do mercado é de valorização sólida e consolidada, com mais recordes no segundo semestre

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O Índice Bovespa ultrapassou o patamar dos 126 mil pontos pela primeira vez ontem (31) e, conforme analistas consultados pela Forbes, não deve parar por aí. O Ibovespa já avança mais de 6,04% em 2021 e, apesar dos períodos de realização de lucros, a expectativa é de trajetória em alta até o fim do ano, fechando próximo dos 150 mil pontos.

A escalada vista nas últimas duas a três semanas foi favorecida por uma série de fatores e demonstram consistência, segundo o analista e sócio da Eleven Financial, Raphael Figueredo. Para ele, a união dos resultados das companhias brasileiras no primeiro trimestre somado à melhora na atividade doméstica pavimentaram o caminho de alta do índice.

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“Houve ainda uma correção no setor de materiais básicos, após alguns ajustes na China pela preocupação com a atividade [econômica] superaquecida, o que permitiu um ajuste entre as áreas que haviam ficado para trás no primeiro semestre. O mercado esperava que esse reequilíbrio, depois de os papéis ligados a commodities metálicas subirem tanto nos seis primeiros meses, viria a partir de julho, mas as movimentações chinesas permitiram uma antecipação desse cenário”, acrescentou Figueredo.

O analista chama atenção, ainda, para a melhora nas projeções de atividade econômica brasileira que, juntamente com o ritmo de vacinação no país e a perspectiva de aceleração nos próximos meses com base nos contratos de entregas dos imunizantes, permitem o avanço de setores como o de varejo, principalmente das companhias que têm forte presença física. “A melhora do varejo está ligada ao valor presente de vacinação e também ao que está contratado. A expectativa também está muito relacionada ao que estamos vendo nas retomadas de economias fortes no mercado internacional, além da suspensão do uso de máscaras. Isso pode ser uma realidade aqui”.

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A perspectiva para junho é de que o Ibovespa dê continuidade à sequência de recordes vista nos últimos pregões, de acordo com o sócio da Eleven, prevalecendo a tendência de alta. “O remanejamento e a correção de empresas que andaram muito no primeiro semestre e, em contrapartida, as altas do mercado local vão ganhar fôlego.”

Figueredo projeta que o índice ultrapasse os 130 mil pontos neste mês que se inicia: “um nível psicológico importante para o mercado. É perfeitamente possível”.

Para o fim do ano, a projeção mais otimista da Eleven é de 151 mil pontos, e a projeção base, levando em conta um cenário de atividade não tão forte, é de 138 mil pontos.

O analista técnico da Clear Corretora, Filipe Fradinho, faz interpretações que seguem a mesma direção de Figueredo. Para ele, todas as médias calculadas graficamente “apontam para cima”. “O Ibovespa volta para o canal de alta desde o fim de 2016. Ao que tudo indica, é uma recuperação maravilhosa, rompendo topos históricos.”

No entanto, Fradinho pondera que o cenário político ainda é incerto. “Precisamos ter atenção, com CPI da Pandemia e análise de vetos do Governo.”

Conforme o analista técnico, o alvo para o índice a longo prazo, algo próximo a 12 meses, é de 150 mil pontos.

Já a equipe de análise do Banco Inter vê o Ibovespa atingindo os 142 mil pontos no fim de 2021. O banco considera que “a alta do índice até agora foi motivada distintamente pelo desempenho dos diferentes setores que o compõem. Como esperado, o setor de commodities desponta como a maior contribuição positiva no índice desde o início do ano, com evolução de quase 19% até 27 de maio, especialmente devido ao peso dessas empresas no Ibovespa. Ao excluirmos o setor da conta, efetuando a devida ponderação, a evolução do Ibovespa teria sido de 2,4%, bem abaixo das Bolsas lá fora”.

O Inter vê o setor bancário iniciando a trajetória de recuperação, “beneficiado pelo aumento das taxas de juros”. As empresas de saúde também são vistas com otimismo pelo banco, “se beneficiando do cenário mais favorável de exames e volta dos procedimentos eletivos”.

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