Corte de R$ 15 bilhões em gastos tributários é plano B para novo Bolsa Família, diz Funchal

O secretário especial de Tesouro e Orçamento disse que a expansão do Bolsa Família demandará entre R$ 26 e R$ 28 bilhões adicionais

Redação
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Adriano Machado/Reuters
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De acordo com o secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o plano vai mirar uma redução de R$ 15 bilhões em gastos tributários para 2022

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A equipe econômica enviará ao Congresso em setembro um plano para redução de R$ 15 bilhões em gastos tributários, afirmou hoje (13) o secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, acrescentando que a economia feita nessa frente financiará o novo Bolsa Família caso a reforma do Imposto de Renda não ande conforme o esperado.

Em live promovida pela XP Investimentos, Funchal explicou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios é tida como crucial para abrir espaço no Orçamento de 2022 para acomodar dentro da regra do teto de gastos o Auxílio Brasil, novo programa de transferência de renda do governo Jair Bolsonaro.

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Para financiá-lo, o time de Guedes contava com a reforma do IR (Imposto de Renda). Mas Funchal assumiu que o texto pode não caminhar com a celeridade esperada e pontuou também que a nova versão apresentada pelo relator da reforma, deputado Celso Sabino, implica perda, e não ganho, de arrecadação.

Segundo Funchal, os cálculos mais recentes da Receita Federal apontavam perda de R$ 20 bilhões com o texto. Ele ressalvou que não poderia precisar exatamente em relação a qual proposta os cálculos foram feitos, em meio ao anúncio frequente de novos pareceres por Sabino.

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Desde a divulgação de uma versão para a reforma que seria neutra do ponto de vista fiscal, na semana passada, Sabino já protocolou outros dois textos na Câmara, sendo o último na noite da véspera. O deputado tem aberto exceções para incidência de tributação de 20% sobre dividendos, aumentando o rol de empresas e negócios que ficariam livres do encargo.

É com a aplicação da alíquota que o governo contava para financiar o Auxílio Brasil, disse Funchal.

“Qual seria o plano B, o que a gente tem discutido? A gente precisa enviar um plano, a gente vai enviar até meados de setembro um plano de redução de gastos tributários“, afirmou o secretário. “Aí o volume dessa compensação daria a base de compensação para o novo programa.”

De acordo com Funchal, o plano vai mirar uma redução de R$ 15 bilhões em gastos tributários para 2022.

“Eu imagino que o presidente tem em mente reforma do IR para um [financiamento do novo Bolsa Família] e esse plano para o diesel”, destacou o secretário.

Ontem (12), o presidente afirmou que a redução dos subsídios permitirá compensar a perda de arrecadação do PIS/Cofins do diesel após o tributo federal ser zerado a partir de janeiro de 2022.

Segundo Funchal, a expansão do Bolsa Família para que passe a contemplar 17 milhões de famílias com um benefício médio de R$ 280 a R$ 300 demandará entre R$ 26 e R$ 28 bilhões adicionais.

Atualmente, o orçamento do programa é de cerca de R$ 34,9 bilhões, alcançando 14,7 milhões de famílias e com benefício médio de R$ 190. (Com Reuters)

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