Ibovespa fecha semana em alta com impulso de balanços e aumento da Selic

Dow Jones e S&P 500 fecharam o dia em máximas recordes após desemprego nos Estados Unidos ficar menor que o esperado .

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (6) com alta de 0,97%, a 122.810 pontos, puxado pelos avanços dos papéis de bancos e da Vale, que possuem grande peso na carteira teórica do índice. No acumulado da semana, a Bolsa brasileira avançou 0,78%, impulsionada principalmente pelos bons resultados dos balanços corporativos.

As ações da Petrobras foram essenciais para a performance do índice nesta semana. Os papéis dispararam após a companhia anunciar lucro líquido no segundo trimestre de R$ 42,8 bilhões, ante estimativa da Refinitiv de R$ 30,7 bilhões, e duas antecipações de distribuição de dividendos que somam R$ 31,6 bilhões. O mercado também recebeu positivamente números de outros nomes, como Itaú Unibanco, Gerdau, JHSF e Totvs.

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Mas nem todos agradam. O Bradesco terminou a semana com desempenho negativo, apesar da forte alta no lucro do segundo trimestre, com agentes financeiros focando as atenções no desempenho fraco da área de seguros do banco. A Braskem também acumulou queda na semana, mesmo com lucro bilionário no segundo trimestre.

No cenário doméstico, os investidores seguem calculando o risco fiscal relacionado à decisão do governo de parcelar as dívidas de precatórios para abrir espaço para mais despesas, incluindo o aumento do Bolsa Família. O potencial dessas medidas de comprometer o equilíbrio das contas públicas em 2022 tem preocupado o mercado.

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Os primeiros dias de agosto foram marcados ainda pela aceleração do aperto monetário no país, com o Banco Central elevando a Selic em 1 ponto-percentual na última quarta-feira, para 5,25% ao ano, e indicando que deve repetir a dose em setembro diante das pressões inflacionárias.

Apesar da volatilidade, os números sobre o fluxo estrangeiro no segmento Bovespa mostraram saldo positivo de R$ 927 milhões nos três primeiros pregões da semana, segundo os dados mais recentes disponibilizados pela B3, após as saídas superarem as entradas em R$ 8,25 bilhões em julho.

A safra de ofertas de ações continuou movimentada, com destaque para Raízen, que realizou o maior IPO do ano no país em operação que movimentou R$ 6,9 bilhões. Os papéis, porém, tiveram um desempenho fraco, acumulando queda de 4% desde a estreia na quinta-feira.

O Dow Jones e S&P 500 fecharam o dia em máximas recordes, a 35.208 e 4.436 pontos, com avanços de 0,41% e 0,17%, respectivamente. Os índices foram impulsionados pela taxa de desemprego dos Estados Unidos divulgada nesta sexta, que ficou abaixo do esperado – 5,4% em julho, ante estimativas de 5,7%. O dado é um forte indicador da recuperação da economia norte-americana, e vem em um momento em que a disseminação da variante Delta da Covid-19 preocupa o mercado. O Nasdaq, no entanto, registrou queda de 0,40%, a 14.835 pontos.

O dólar se valorizou graças ao otimismo de Wall Street e fechou a sexta-feira com alta de 0,42%, a R$ 5,2355 na venda, ao mesmo tempo em que o real foi afetado por preocupações com o cenário fiscal. Na semana, a moeda acumulou avanço de 0,50%, e, em 2021, sobe 0,82%. (Com Reuters)

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