Confiança do consumidor no Brasil vai a mínima em 5 meses em setembro, diz FGV

Preocupações dos brasileiros crescem diante de temores inflacionários, risco de crise energética e incertezas econômicas e políticas

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Consumidores fazem compras em rua comercial de São Paulo em meio a disseminação da Covid-19

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A confiança dos consumidores brasileiros recuou ao menor patamar em cinco meses em setembro diante de temores inflacionários, risco de crise energética e crescentes incertezas econômicas e políticas, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV, divulgado hoje (24), teve queda de 6,5 pontos neste mês, a 75,3 pontos, mínima desde abril de 2021 (72,1 pontos).

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Esse resultado, disse em nota a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt, confirma a interrupção da tendência de recuperação da confiança iniciada em abril, na esteira da segunda onda de Covid-19.

“A queda foi determinada pela combinação de fatores que já vinham afetando a confiança em meses anteriores, como a inflação e desemprego elevados, e de novos fatores, como o risco de crise energética e o aumento da incerteza econômica e política”, explicou Bittencourt.

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Ela acrescentou que o pessimismo está bastante disseminado entre todas as faixas de renda, embora se destaque entre as famílias de menor poder aquisitivo.

No mês, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 1,0 ponto, a 68,8 pontos, mínima desde maio passado (68,7). Já o Índice de Expectativas (IE) teve queda mais expressiva, de 9,8 pontos, a 81,1, menor nível desde abril de 2021 (79,2).

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Segundo a FGV, o componente das expectativas que mais influenciou a queda do índice geral de confiança foi o que mede as perspectivas em relação à situação da economia. O indicador despencou 14,3 pontos, a 97,5 pontos, mínima desde março deste ano (92,1).

“A fragilidade da confiança dos consumidores tem sido marcada pela grande distância em relação à confiança empresarial e pela alta sensibilidade a qualquer novo fator, tornando muito difícil a antecipação de alguma tendência para os meses seguintes”, completou Bittencourt. (Com Reuters)

 

 

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