Preços ao consumidor nos EUA sobem 0,4% em setembro

Nos 12 meses até setembro, a inflação aumentou 5,4%, após avançar 5,3% em agosto.

Redação
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REUTERS/Henry Nicholls
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Nos 12 meses até setembro, a inflação aumentou 5,4%, após avançar 5,3% em agosto

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Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram em setembro, e devem subir ainda mais nos próximos meses em meio a uma alta nos custos dos produtos de energia, o que lançaria dúvidas sobre a visão do Federal Reserve de que o aumento da inflação é transitório.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, após alta de 0,3% em agosto, informou o Departamento do Trabalho hoje (13). Nos 12 meses até setembro, o índice aumentou 5,4%, após avançar 5,3% em agosto ante o ano anterior.

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Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice teve alta de 0,2%, após avanço de 0,1% em agosto, o menor ganho em seis meses. O chamado núcleo da inflação subiu 4,0% em comparação com o ano anterior, após alta de 4,0% em agosto.

Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,3% do índice geral e 0,2% do núcleo.

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Os preços do petróleo saltaram na última segunda-feira (11) para máximas em anos, em meio a uma recuperação na demanda mundial pós-pandemia. Embora os futuros do petróleo Brent tenham caído na quarta-feira, os preços permaneceram acima de US$ 80 o barril. Os preços do gás natural também subiram.

Produtos de energia caros somaram-se ao aumento salarial para exercer pressão de alta sobre a inflação. O governo informou na semana passada que os ganhos médios por hora subiram ao maior patamar em sete meses no mês de setembro em comparação com o ano anterior, devido à escassez de trabalhadores.

Com o número de pessoas que abandonaram voluntariamente seus empregos tocando um recorde em agosto e pelo menos 10,4 milhões de vagas não preenchidas, a inflação salarial deve aumentar ainda mais.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse repetidamente que a alta da inflação, pela qual ele culpava os gargalos na cadeia de abastecimento, era transitória. Quase dois anos após o início da pandemia, não há sinais de que os gargalos estão diminuindo.

Isso tem levado à escassez de bens, como veículos, e preços mais altos aos consumidores.

A medida de inflação preferida do Fed para sua meta flexível de 2%, o núcleo do PCE, avançou 3,6% nos 12 meses encerrados em agosto, subindo na mesma margem pelo terceiro mês seguido. Os dados de setembro serão divulgados neste mês.

No mês passado, o Fed elevou sua projeção do núcleo do PCE deste ano para 3,7%, ante 3,0% em junho. (com Reuters)

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