Forbes Radar: Locaweb, BRF, Via Varejo, Totvs e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Locaweb, BRF, Via Varejo, Totvs, Cosan, Simpar, NotreDame, JBS e Bradesco.

Redação
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No Forbes Radar de hoje (11), confira os resultados operacionais do terceiro trimestre de 2021 de Locaweb, que teve lucro líquido ajustado de R$ 25,6 milhões, e BRF, que registrou prejuízo de R$ 277,5 milhões.

Além disso, Cosan anuncia a saída de José Martin de Pontes da vice-presidência de Downstream da Raízen. o executivo assume o cargo de CEO da Cosan Investimentos.

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Ainda hoje, o mercado aguarda a divulgação de resultados da B3 (B3SA3), EzTec (EZTC3), Tecnisa (TCSA3), Cyrela (CYRE3), Sabesp (SBSP3) Americanas SA (AMER3) e C&A Modas (CEAB3).

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

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Locaweb (LWSA3)

A Locaweb reportou ontem (10) lucro líquido ajustado de R$ 25,6 milhões, quase o dobro do resultado registrado um ano antes, com forte crescimento da receita, enquanto aquisições pressionaram as margens da empresa especializada em hospedagem de sites e computação em nuvem.

A receita operacional líquida da companhia saltou 65,7%, para R$ 209,1 milhões, com o segmento Commerce – que considera as receitas de Tray, Tray Corp, Melhor Envio, Vindi, Ideris, Samurai, Dooca, Credisfera, Bling,Bagy e Octadesk – disparando 162,2%, para R$ 105,6 milhões.

Os custos e despesas operacionais da Locaweb, por sua vez, subiram 89,6% ano a ano, com parte dessa evolução relacionada à aquisições feitas pela companhia, além das despesas com marketing principalmente na Tray.

O resultado medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado encolheu 6,1%, para R$ 33,6 milhões, com queda de 12,3 pontos percentuais na margem, para 16%.

A empresa atrelou o desempenho da margem “à consolidação dos resultados das empresas adquiridas, que possuem margem Ebitda inferior às apresentadas no grupo”.

BRF (BRFS3)

A processadora de frangos e suínos BRF registrou ontem (10) prejuízo líquido no terceiro trimestre, citando a pressão inflacionária de preços dos alimentos e dos combustíveis que aumentaram os custos e dificultaram seu desempenho no geral.

A empresa perdeu R$ 277,5 milhões no período, abaixo da média das projeções de analistas que previam ganho de R$ 105,25 milhões, de acordo com balanço financeiro. A BRF disse que o custo geral dos produtos vendidos aumentou 28,5% no trimestre. Mesmo assim, conseguiu elevar a receita líquida em quase 25%, para R$ 12,4 bilhões, ao repassar parte dos custos mais elevados aos preços de seus produtos.

O volume de vendas ficou estável no Brasil em 577 mil toneladas, e aumentou 7,5% para 496 mil toneladas no segmento internacional, mas as margens brutas para este último segmento caíram de 21,4% para 18%. A BRF, maior exportadora mundial de frango, classificou as perspectivas do mercado como “desafiadoras”.

No entanto, o negócio halal da BRF, que vende alimentos produzidos de acordo com as exigências religiosas muçulmanas, apresentou ligeiro aumento nas margens brutas para 26%, impulsionado pelo aumento da receita e dos preços dos produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 1,367 bilhão, quase em linha com a média das estimativas dos analistas de R$ 1,316 bilhão.

Via Varejo (VIIA3)

A Via, dona da bandeira Casas Bahia e do banco digital banQi, teve prejuízo líquido contábil de R$ 638 milhões no terceiro trimestre, impactada por revisões em provisões geradas por processos trabalhistas.

A companhia afirmou em fato relevante que o valor médio dos processos cresceu 32% no período de 2020 a 2021 ante os anos de 2019 e 2020 e que a entrada de novos processos contra a companhia disparou 82% no primeiro semestre em relação à primeira metade do ano passado.

Com isso, a empresa montou uma provisão de R$ 2,5 bilhões ao final de setembro com relação a estes processos, ante provisão de R$ 1,2 bilhão em junho. O fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, foi alvo neste ano de uma série de reportagens que denunciaram casos de assédio de funcionários e abuso sexual ocorridos na empresa anos atrás, quando a bandeira ainda não fazia parte da Via.

A Via afirmou no balanço que os processos decorrem principalmente de demissões promovidas pela empresa desde 2011, em uma estratégia de enxugamento do quadro de pessoal para “melhorar sua rentabilidade” e que contratou uma consultoria especializada para ajudá-la a criar um plano de ação sobre as ações trabalhistas.

Apesar de parte dos processos ter sido liquidada, a Via disse que “há muitos casos nos tribunais superiores que custam 32% a mais em comparação a 2019 e 2020”. Com isso, passou a estimar que terá um impacto caixa de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões com os processos no quarto trimestre, chegando a R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões em 2022.

Com a revisão, o Ebitda ajustado da empresa ficou negativo em R$ 342 milhões no trimestre, afirmou a empresa. Em termos operacionais, a Via teve lucro líquido de R$ 101 milhões no terceiro trimestre, praticamente em linha com o resultado positivo de um ano antes.

Totvs (TOTS3)

A fornecedora de softwares de gestão Totvs teve aumento no lucro do terceiro trimestre, com crescentes receitas ligadas à tecnologia financeira e performance de negócios compensando efeitos de maiores despesas.

A companhia anunciou ontem (10) que seu lucro de julho a setembro somou R$ 89,9 milhões, alta de 9% ante mesma etapa de 2020. O resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 19% ano a ano, para R$ 192 milhões.

A margem Ebitda, no entanto, caiu 1,3 ponto percentual, a 22,5%, com o aumento da representatividade de novos negócios, “que possuem momentos e mandatos distintos, com foco voltado principalmente para o crescimento acelerado de receita”, explicou a Totvs.

Mas vieram principalmente desses setores as maiores contribuições para o crescimento de 26,1% da receita líquida total, a R$ 854,5 milhões. Na divisão principal de gestão, o faturamento avançou 14%,5, com maiores demandas dos segmentos de agronegócio, educacional, serviços financeiros e varejo. Na outra ponta, as despesas comerciais e de marketing da empresa subiram 33,9% ano a ano, enquanto as administrativas evoluíram 18%.

Cosan (CSAN3)

A Raízen anunciou ontem (10) algumas mudanças na Diretoria Executiva da companhia, como a saída José Leonardo Martin de Pontes da vice-presidência de Downstream, após sete anos no segmento de Marketing e Serviços.

Pontes deixará o posto para assumir como CEO da Cosan Investimentos, braço responsável pela gestão de portfólio de investimentos do grupo Cosan, acionista da Raízen, informou a empresa em comunicado. O economista José Antonio Porteiro Cardoso, atual diretor de B2B no segmento de Marketing e Serviços, assumirá a vice-presidência Comercial de Marketing e Serviços.

Além disso, será criada a vice-presidência de Supply Chain, que será ocupada por Juliano Tamaso, responsável pelas áreas de desenvolvimento de negócios de infraestrutura, engenharia logística e operações, “reforçando nosso posicionamento estratégico no segmento”, segundo a empresa disse no comunicado. As mudanças ocorrerão a partir de 1º de dezembro de 2021.

Simpar (SIMH3)

A Simpar (SIMH3), controladora da Movida, JSL, Grupo Vamos e outras empresas do setor de logística, divulgou, na noite de ontem (10), seu balanço financeiro do 3º trimestre de 2021, no qual obteve lucro líquido recorde de R$ 399 milhões. Na visão do CFO da companhia, Denys Ferrez, o resultado se deve a uma reestruturação na governança da empresa, que agora conta com lideranças dedicadas a cada negócio.

“Eu acho que a individualização das empresas da Simpar, que ocorreu em última parte com a saída da JSL como controladora, contribuiu para a realização do resultado. Obviamente também [houve] todo o investimento que fizemos nos últimos anos, inclusive nesse período de recessão”, afirmou Ferrez. O capex líquido, que representa os valores com investimentos, ficou em R$ 6,7 bilhões nos últimos doze meses. Leia aqui a notícia completa.

NotreDame Intermédica (GNDI3)

O grupo de medicina NotreDame Intermédica divulgou ontem (10) prejuízo líquido para o terceiro trimestre, em um resultado pior que o esperado pelo mercado e que reverte lucro de quase R$ 200 milhões registrado um ano antes.

A companhia apurou resultado negativo de R$ 90,7 milhões entre julho ao fim de setembro, pressionado por forte aumento na sinistralidade, que subiu de 68,6% no terceiro trimestre de 2020 para 80,1%. Leia aqui a notícia completa.

JBS (JBSS3)

A JBS anunciou ontem (10) que o conselho de administração aprovou o cancelamento da totalidade de 137.269.200 de ações ordinárias mantidas em tesouraria nesta data, sem redução do valor do capital social.

“Em função do cancelamento de ações em tesouraria, o capital social da JBS passou a ser dividido em 2.373.866.570 de ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal”, disse a empresa em fato relevante. Leia aqui a notícia completa.

Bradesco (BBDC4)

O Bradesco deve registrar um crescimento das receitas com tarifas acima da inflação em 2022, apesar da perspectiva mais pessimista para a economia brasileira, disse o presidente-executivo do banco, Octavio Lazari, ontem (10).

As ações preferenciais do Bradesco avançavam mais de 5% por volta de 12:25, tenho ganhado fôlego após os comentários do executivo em evento do banco com investidores e analistas. Leia aqui a notícia completa.

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