Forbes Radar: Braskem, Banco Inter, Minerva Foods e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Braskem, Banco Inter, Minerva Foods, Suzano, Pernambucanas, Méliuz, BioNTech, Ola e Telecom Italia.

Mariangela Castro
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No Forbes Radar de hoje (3), a Braskem anuncia pagamento de dividendos antecipados no valor de R$ 6 bilhões, correspondente a R$ 7,539 por ação de classe A e R$ 0,606 por ação de classe B. A distribuição será realizada no próximo dia 20 de dezembro.

O Banco Inter anunciou ontem (2) que não vai prosseguir por enquanto com listagem de ações na Nasdaq. A decisão vem ao mercado após os pedidos de direito de resgate dos acionistas ultrapassarem a marca de R$ 2 bilhões esperada pela empresa.

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Já a Pernambucanas anuncia investimento de quase R$ 300 milhões em 2022 para viabilizar a abertura de mais 56 lojas no país, o que levará a varejista a 530 unidades. Cada nova loja tem custo de ao menos R$ 5 milhões.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

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Braskem (BRKM3)

A Braskem aprovou a distribuição de dividendos antecipados, com base no resultado do exercício de 2021, no montante total de R$ 6 bilhões, correspondente ao valor bruto de R$ 7,539048791898 por ação ordinária ou preferencial classe “A”, e R$ 0,606032140100 por ação preferencial classe “B”.

O pagamento dos dividendos será realizado em 20 de dezembro de 2021, para os acionistas de papéis negociados na B3. Já para os detentores de ADRs negociados na NYSE, a distribuição será realizada no dia 13 de dezembro. Em ambos os pagamentos a empresa terá como base a posição acionária do dia 8 de dezembro.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter anunciou ontem (2) que não vai prosseguir por enquanto com listagem de ações na Nasdaq, segundo fato relevante distribuído ao mercado.

A companhia esperava que os acionistas exigissem um direito de resgate de no máximo 2 bilhões de reais e que a ampla maioria dos investidores optaria por trocar suas ações no Brasil por BDRs, listados nos EUA.

No entanto, os pedidos de direito de resgate pelos acionistas ultrapassou a marca dos 2 bilhões de reais e por isso o banco não prosseguirá com o plano nos termos aprovados por assembleia de investidores realizada no final de novembro.

Minerva Foods (BEEF3)

A Minerva Foods anunciou na noite de ontem (2) aos acionistas a conclusão do processo de aquisição das duas unidades frigoríficas especializadas em ovinos: Shark Lake e Great Eastern Abattoir, localizadas na costa oeste da Austrália e com previsão do início das operações de abate no decorrer do mês de dezembro.

Os investimentos nas unidades foram realizados por meio de uma Joint Venture entre a Minerva Foods e a Salic, na qual a Minerva Foods detém 65% de participação, enquanto a Salic os 35% restantes. Quando estiverem em plena operação, as plantas poderão alcançar a capacidade de abate de 1 milhão cabeças/ano.

Suzano (SUZB3)

A Suzano anunciou ontem (2) expressiva alta de seus investimentos em 2022, previstos em R$ 13,6 bilhões ante R$ 6,2 bilhões orçados para este ano. O incremento deve-se ao projeto de construção de nova fábrica de celulose da companhia no Mato Grosso do Sul, que vai exigir desembolso de R$ 7,3 bilhões no próximo ano.

A companhia afirmou em fato relevante ao mercado que do total previsto para ser investido em 2022, R$ 5 bilhões serão destinados à manutenção, R$ 1 bilhão a mais que o orçado para este ano. Leia aqui a notícia completa.

Pernambucanas

O grupo de varejo Pernambucanas deve investir quase R$ 300 milhões em 2022 para viabilizar a abertura de mais 56 lojas no país, disse ontem (2) o presidente-executivo do grupo, Sérgio Borriello.

A abertura das novas lojas elevará o portfólio da rede para cerca de 530 unidades. O grupo deve encerrar 2021 com 468 lojas no país. Cada nova unidade tem um custo de ao menos R$ 5 milhões, segundo o executivo.

“Estamos muito focados na Bahia, em Pernambuco e em Sergipe, onde estamos fazendo o mesmo desenho que fizemos no Rio em cerca de dois anos e meio”, disse ele durante evento do grupo Lide.

“A gente está olhando para além do ano que vem. Temos uma visão de mais longo prazo”, acrescentou. “Abertura de capital é uma via de crescimento para qualquer empresa no Brasil e a gente não é diferente, mas não temos nada planejado por enquanto”, declarou.

O grupo passou por um processo de venda de ativos e desinvestimentos para se financiar pelos próximos anos. Agora, parcerias e aquisições, especialmente de startups, estão no radar. “As aquisições menores e startups é algo que olhamos sempre e estamos fazendo de forma pontual. Temos um laboratório digital para acelerar esse processo”, disse Borriello.

Méliuz (CASH3)

A Méliuz divulgou aos acionistas que volume de vendas recorde no mês de novembro. Por conta do Festival das Blacks realizado pela empresa, houve crescimento de 87% contra o mesmo período do ano anterior, passando de R$ 495 milhões em vendas em 2020 para R$ 923 milhões em 2021.

BioNTech (B1NT34)

A empresa alemã BioNTech deve ser capaz de adaptar sua vacina contra a Covid-19 relativamente rápido em resposta ao surgimento da variante Ômicron do coronavírus, disse o presidente-executivo da companhia, Ugur Sahin, durante a conferência Reuters Next hoje (3). Sahin disse ainda que as vacinas devem continuar a oferecer proteção contra quadros graves da Covid-19, apesar das mutações do coronavírus.

Ola

A empresa indiana de transporte por aplicativo Ola planeja abrir o capital no primeiro semestre de 2022, disse o presidente-executivo Bhavish Aggarwal ontem (2).

A Ola, apoiada pelo SoftBank, também se prepara para criar uma espécie de “superaplicativo” com planos de ampliar seus serviços além da mobilidade para incluir finanças pessoais e micros seguros, disse Aggarwal na Reuters Next.

A Ola, que tem participação majoritária no mercado indiano de caronas, onde compete com a Uber, tem planos de levantar até US$ 1 bilhão por meio de um IPO. Leia aqui a notícia completa.

Telecom Italia (BIT: TIT)

A Telecom Italia está tentando elaborar uma lista de candidatos hoje (3) para assessorá-la na oferta de compra que recebeu do grupo KKR, no que seria o maior negócio de private equity da história do continente europeu.

Mas as divisões dentro do maior grupo telefônico estão tornando difícil para a empresa responder à oferta, que avalia a companhia em € 33 bilhões, incluindo dívidas.

As tensões ainda estão altas depois que um barulho de acionistas forçar Luigi Gubitosi a deixar o cargo de presidente-executivo, após confronto com o principal investidor do grupo, a Vivendi, e membros independentes do conselho.

A Telecom Italia colocou a supervisão dos ativos estratégicos do grupo nas mãos do presidente Salvatore Rossi, criando um comitê especial para estudar a abordagem da KKR.

Mas a alta administração permanece no limbo e o conselho se divide em questões-chave.

Duas pessoas próximas ao assunto disseram que os representantes da Vivendi e outros membros do conselho estão pressionando por uma reforma completa do colegiado depois que Gubitosi se recusou a renunciar formalmente ao conselho – uma medida que impediu o novo diretor-geral, Pietro Labriola, de ser nomeado presidente-executivo na semana passada.

“O comitê se reunirá na sexta-feira para discutir os assessores, mas não está claro se eles terão sucesso em vista de toda a agitação”, disse uma das fontes. A Vivendi não quis comentar.

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