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Ibovespa abre em alta após crescimento das vendas do varejo de novembro

Dólar sobe com novas declarações sobre aumento de juros do Federal Reserve

5 min

O Ibovespa opera em alta de 0,16% na abertura do pregão de hoje (14), a 105.700 pontos perto das 10h20, horário de Brasília. No mercado interno e externo, os investidores estão de olho nos dados de vendas no varejo, enquanto o número de casos da nova variante do coronavírus, Ômicron, segue aumentando ao redor do mundo.

O dólar subia 0,22% frente ao real por volta das 10h20 , mas caminha para encerrar a semana em baixa, em linha com as perdas registradas no exterior nos últimos dias. A moeda era negociada a R$ 5,5403 no mesmo horário.

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As vendas de supermercados ajudaram o varejo no Brasil a registrar crescimento inesperado em novembro, mesmo com um impacto mais fraco da Black Friday.

Em novembro, as vendas varejistas apresentaram ganhos de 0,6% na comparação com o mês anterior, mesmo em um cenário difícil para o comércio, com inflação elevada e desemprego ainda alto.

Na comparação com o mesmo mês de 2020, as vendas varejistas tiveram recuo de 4,2% em novembro, contra expectativa de uma queda de 6,5%.

“O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Segundo ele, isso se deve à inflação e a uma mudança no perfil de consumo, com algumas compras realizadas em outubro ou até mesmo antes, em meio a uma maior disponibilidade de crédito.

O IBGE ainda revisou o resultado de outubro para uma alta de 0,2% em relação ao mês anterior, depois de ter divulgado anteriormente queda de 0,1%.

“O crescimento de hoje esteve muito associado a setores ligados à renda e básicos, como é o caso de mercados e artigos farmacêuticos, o que traz um caráter transitório para o pulso. O resultado, ainda que positivo, não foi suficiente para jogar o PIB para além dos 4,6% atuais, ajustados ontem após o surpreendente resultado positivo da PMS”, avalia Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, Lael Brainard, indicada à vice-presidente do Federal Reserve, sinalizou que o banco deve aumentar a taxa de juros já em março. Outro membro do Fed, Christopher Waller, disse que três aumentos na taxa parecem ser uma boa referência para 2022.

Por lá, começa a temporada de balanços do 4º trimestre de 2021, com a divulgação dos grandes bancos, como JP Morgan, Citigroup e Wells Fargo.

Os investidores também estão atentos aos dados de varejo que serão liberados hoje.

Na Ásia, as ações da China fecharam em baixa. Os problemas no setor imobiliário continuam a pesar sobre o sentimento de investidores, enquanto os recentes surtos de Covid-19 no país aumentaram as preocupações sobre o efeito da pandemia na economia.

O país registrou superávit comercial recorde em dezembro e em 2021, com as exportações superando as expectativas durante a pandemia globa. No entanto, alguns analistas apontam para uma desaceleração nos embarques internacionais nos próximos meses.

O superávit comercial atingiu US$ 676,43 bilhões em 2021, o mais alto desde que os registros começaram, em 1950. Em 2020, o indicador registrou US$ 523,99 bilhões, de acordo com dados da agência de estatísticas.

Por lá, as importações de minério de ferro caíram 4,3% em 2021 em relação ao recorde anual do ano anterior, uma vez que as restrições à produção de aço impostas para combater a poluição prejudicaram a demanda e reduziram os preços da principal matéria-prima siderúrgica de máximas históricas.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,19%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,02%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,96%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 1,28%.

A Europa registrou pequeno déficit comercial em novembro depois de amplo superávit 12 meses antes devido a um salto no custo de gás e petróleo importados, mostraram dados da agência de estatísticas da União Europeia.

A Eurostat informou que o déficit comercial não ajustado dos 19 países que usam o euro foi de € 1,5 bilhão, contra superávit de 25 bilhões em novembro de 2020. Os pagamentos por importações saltaram 32,0%, enquanto a receita das exportações cresceu apenas 14,4%.

Dados dos 27 países da União Europeia mostraram que o déficit comercial de energia subiu 68%, a 241,7 bilhões de euros, no período entre janeiro e novembro.

Por volta das 10h20, o Stoxx 600 perdia 0,93%; na Alemanha, o DAX cai 1,02%; o CAC 40 em queda de 0,95% na França; na Itália, o FTSE MIB recua 1,25%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,33% no Reino Unido. (Com Reuters)

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