Ibovespa abre em queda com paralisações de servidores públicos preocupando investidores

Dólar avança com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em queda de 0,12% na abertura do pregão de hoje (18), a 106.245 pontos, perto das 10h20, horário de Brasília. No Brasil, os investidores acompanham paralisações de servidores públicos planejadas para começar nesta terça. No cenário internacional, a perspectiva de alta dos juros dos Estados Unidos preocupa os investidores, enquanto a inflação global continua subindo.

O dólar em alta 0,07% ante o real por volta das 10h20, enquanto recebe apoio da alta dos rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos. A moeda era negociada a R$ 5,5301.

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Servidores públicos de pelo menos 19 categorias devem paralisar seus trabalhos hoje como forma pressionar o governo em busca de reajustes salariais e melhores condições de trabalho.

De acordo com os sindicatos, este será o primeiro ato das categorias, que ameaçam repetir a paralisação nos dias 25 e 26 de janeiro e entrar em greve geral na segunda quinzena de fevereiro.

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“As paralisações trazem de volta ao mercado a preocupação com o possível furo do teto de gastos e as consequências nas contas públicas e na curva de juros longa. Devemos ficar atentos aos desdobramentos desses eventos”, afirma Rafael Germano, especialista de Renda Variável da Blue3.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os investidores seguem de olho nas movimentações do Federal Reserve para conter a inflação do país, após uma segunda-feira de feriado sem negociações.

Na Ásia, o mercado acionário da China fechou em alta, com as empresas dos setores de infraestrutura e imobiliário liderando os ganhos uma vez que o banco central do país cortou os custos de empréstimo de médio prazo.

O Banco Central da China vai adotar mais medidas para estabilizar a economia e ficar à frente da curva do mercado, uma vez que as pressões negativas persistem, disse nesta terça-feira o vice-presidente do banco, Liu Guoqiang, após corte na taxa de empréstimo.

A segunda maior economia do mundo, que viu seu crescimento desacelerar ao longo do último ano, enfrenta vários obstáculos em 2022, incluindo a persistente fraqueza do setor imobiliário e a recente disseminação da variante Ômicron do coronavírus.

“Antes que a pressão negativa sobre a economia seja fundamentalmente atenuada, devemos adotar mais políticas que levem à estabilidade”, disse Liu em entrevista à imprensa.

O Banco Central do Japão elevou suas estimativas de inflação, mas disse que não tem pressa para mudar a política monetária frouxa no momento em que o aumento dos preços alimenta especulações de que pode em breve sinalizar mudança em seu estímulo.

O presidente do BC japonês, Haruhiko Kuroda, reconheceu que as pressões de preços estão aumentando, mas disse que o banco central não tem a intenção de elevar os juros com a estimativa de que a inflação permaneça abaixo de sua meta de 2% por ano.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,43%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,90%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,80%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,27%.

Na Europa, as questões no setor da saúde continuam a preocupar com os aumentos nos casos de influenza e da variante Ômicron do coronavírus.

Por volta das 10h20, o Stoxx 600 perdia 1,12%; na Alemanha, o DAX cai 1,06%; o CAC 40 em alta de 0,92% na França; na Itália, o FTSE MIB recua 0,67%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,56% no Reino Unido. (Com Reuters)

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