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Crescimento da indústria do Brasil perde força em abril com pressões de preços, mostra PMI

Mês foi marcado por expansão dos fabricantes de bens ao consumidor, mas houve desacelerações para os segmentos de bens de capital e intermediários

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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/ReutersO PMI da indústria do Brasil caiu a 51,8 em abril

O crescimento da indústria brasileira perdeu força em abril diante das dificuldades com gargalos globais de logística e do setor automotivo e com as pressões de preços, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global, divulgada hoje (2).

O PMI da indústria caiu a 51,8 em abril de 52,3 em março, quando o setor voltou a crescer depois de quatro meses em território de contração.

Leia mais: Mercado volta a aumentar projeções de inflação para 2022 e 2023 no Focus, mas melhora conta para PIB deste ano

Leitura acima de 50 indica expansão da atividade.

O mês de abril foi marcado por uma expansão mais forte dos fabricantes de bens ao consumidor, mas houve desacelerações para os segmentos de bens de capital e de bens intermediários.

A produção aumentou pelo segundo mês seguido, mas o ritmo perdeu força em relação a março, com os entrevistados citando o peso da fraqueza no setor automotivo, a pressão inflacionária e a escassez global de matérias-primas.

Além dos preços elevados, a incerteza entre os clientes também restringiu o aumento das vendas, segundo as empresas, e as novas encomendas cresceram pelo segundo mês, mas a um ritmo mais fraco.

As vendas internacionais tiveram nova queda em abril, a um ritmo mais acelerado do que em março, com a incerteza global sendo citada como fator para a fraqueza da demanda externa.

As empresas também tiveram que lidar em abril com a pressão dos custos dos insumos, em meio à volatilidade nos preços da energia, escassez de matérias-primas e a guerra na Ucrânia. A taxa de inflação desacelerou na comparação com março, mas ainda assim foi substancial segundo os padrões históricos, de acordo com a S&P Global.

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Os produtores continuaram a repassar aos clientes os custos adicionais, e a taxa de inflação dos preços de venda também foi acentuada.

Algumas empresas ainda informaram atrasos no recebimento de itens provenientes da China e Europa, enquanto outras citaram que a demanda doméstica fraca por insumos facilitou a compra de alguns materiais.

Mas a confiança empresarial melhorou no setor, com expectativas de demanda mais forte, diversificação da produção, planos de investimento e condições estáveis após a eleição presidencial.

Isso ajudou na criação de empregos em abril, à taxa mais intensa desde outubro passado.

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