Ibovespa abre em alta apesar de inflação acima do esperado

Dados de inflação no Brasil e nos EUA mostraram desaceleração em abril, mas ficaram acima das expectativas do mercado.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,48% na abertura do pregão de hoje (11), a 103.639 pontos, às 10h13, horário de Brasília. Investidores digerem os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que mostraram desaceleração em abril mas ficaram acima das expectativas do mercado.

No Brasil, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,06% em abril, após alta de 1,62% no mês anterior, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado de 12 meses até abril, o índice teve alta de 12,13%, contra 11,30% do mês anterior.

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Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 1% em abril e de 12,07% no acumulado de 12 meses. “A gasolina teve resultado mais baixo do que o projetado, visto que subiu ‘apenas’ 2,48% frente a perspectiva de alta de 3,5%”, ressalta Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Já nos Estados Unidos, o CPI (índice de preços ao consumidor) subiu 0,3% no mês passado, após avançar 1,2% em março, acumulando alta de 8,3% nos últimos 12 meses. Embora essa tenha sido a primeira desaceleração do índice anual desde agosto passado, o dado ficou acima das expectativas de alta de 0,2% em abril.

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Investidores temem que o avanço nos preços possa levar o banco central norte-americano a acelerar a alta de juros. A perspectiva pressiona os índices futuros de Nova York, que registram queda.

O dólar opera em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,1609 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, em reação à diminuição das infecções por Covid-19 e à possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, eliminar as tarifas da era Trump contra Pequim.

Por lá, também predominou o noticiário sobre a inflação. Os preços ao consumidor subiram no ritmo mais rápido em cinco meses, avançando 2,1% na base anual em abril, mas permaneceram relativamente benignos, ficando abaixo da meta anual do governo de 3%.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,97%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em baixa de 0,51%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,18%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 0,75%.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única, apagando os ganhos vistos mais cedo após a divulgação da inflação nos Estados Unidos.

“O mercado está preocupado com a inflação acima do esperado”, diz Victoria Scholar, chefe de investimentos da Interactive Investor. “Na semana passada, o Federal Reserve pareceu descartar um aumento de 0,75 ponto percentual, mas se a inflação persistir, o banco central precisará agir de forma mais agressiva para reduzir os aumentos de preços.”

Por volta das 10h13, o Stoxx 600 recuava 0,20%; na Alemanha, o DAX perdia 0,19%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,33%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 0,47%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caía 0,05%.

No cenário das commodities, os preços do petróleo Brent avançam mais de 3,5%, a US$ 105 o barril, reagindo à notícia de que o Departamento de Energia norte-americano cortou a previsão de produção de petróleo de 833 milhões para 731 milhões de barris por dia. (Com Reuters)

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