Stablecoins têm futuro incerto após crise das criptomoedas

Moedas como tether e USDC perderam a sua indexação ao dólar

Reuters
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O equilíbrio das stablecoins vem de sua ligação a moedas fiduciárias

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As stablecoins tether, USDC e outras perderam a indexação ao dólar na semana passada em um caos que abalou a fé nessas moedas projetadas para evitar a volatilidade das criptomoedas.

As principais stablecoins oscilaram entre cerca de US$ 0,95 e US$ 1,02 na semana passada, segundo o provedor de dados Coinmarketcap, após manter indexação dentro de um centavo.

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Stablecoins são atrelados ao valor de ativos convencionais, como o dólar, para aumentar a confiança e são o principal meio para mover fundos entre criptomoedas ou em dinheiro normal.

Não é a primeira vez que isso acontece. Tanto o tether quanto o USDC sofreram crises menores nos últimos anos, às vezes subindo para US$ 1,01 em 2021 e caindo para cerca de US$ 0,97 em 2020, de acordo com a Coinmarketcap.

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“Do jeito que as coisas estão, as stablecoins são muito pouco reguladas, o que é estranho, porque se você quebrar a forma como uma stablecoin centralizada funciona, é basicamente o mesmo que um depósito bancário”, disse Hagen Rooke, sócio de regulação financeira da escritório de advocacia Reed Smith.

Os problemas da TerraUSD contribuíram para uma queda nos mercados de criptomoedas, que viu mais de US$ 357 bilhões ou 21,7% da capitalização de mercado de ativos digitais serem eliminados, segundo pesquisa da exchange Kraken.

O valor de mercado do tether caiu de 83 bilhões para US$ 75,6 bilhões na segunda-feira passada (9), antes da dissociação do dólar, enquanto o do USDC subiu de US$ 48 bilhões para US$ 51 bilhões, segundo a Coinmarketcap.

“Há mais confiança com o USDC por causa das instituições que mantêm reservas do USDC para eles, como a BlackRock, por exemplo”, disse Marcus Sotiriou, analista da corretora de ativos digitais GlobalBlock, com sede no Reino Unido.

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