Gastos dos consumidores dos EUA têm alta moderada; inflação acelera

Com inflação elevada, preços mais altos forçaram cortes nas compras de outros bens

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Lucy Nicholson/Reuters
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Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, avançaram 0,2% em maio

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Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em maio em meio à escassez de veículos motorizados, enquanto preços mais altos forçaram cortes nas compras de outros bens, outro sinal de que a recuperação do crescimento econômico no início do segundo trimestre estava perdendo força.

Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, avançaram 0,2% no mês passado, disse o Departamento de Comércio hoje (30). O dado de abril foi revisado para mostrar aumento de 0,6%, ao invés de 0,9% como relatado anteriormente.

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Os economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,4% dos gastos. O relatório se junta a dados sobre início de construção de moradias, licenças de construção e produção industrial para sugerir que a economia estava lutando para ganhar força depois que o Produto Interno Bruto caiu a uma taxa anualizada de 1,6% no primeiro trimestre.

O consumo mais lento provavelmente será bem recebido pelo Federal Reserve, que está procurando domar a inflação através de um aperto agressivo da política monetária. O banco central dos EUA este mês aumentou sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, maior alta desde 1994.

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A inflação manteve sua tendência ascendente em maio. O índice PCE subiu 0,6% no mês passado, depois de alta de 0,2% em abril. Nos 12 meses até maio, o PCE registrou alta de 6,3%, repetindo a taxa de abril.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços PCE subiu 0,3% pelo quarto mês consecutivo. O chamado núcleo do PCE avançou 4,7% em maio em termos anuais, depois de subir 4,9% em abril.

Os gastos dos consumidores continuam a ser sustentados por um mercado de trabalho apertado. Embora o crescimento do emprego esteja diminuindo, a demanda por mão de obra continua forte, com 11,4 milhões de vagas de emprego abertas no final de abril

Um relatório separado do Departamento do Trabalho hoje (30) mostrou que os pedidos iniciais de auxílio desemprego diminuíram em 2.000, para 231.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 25 de junho.

A expectativa era de 228.000 pedidos na última semana.

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