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Crescimento de serviços do Brasil tem ritmo mais lento em 16 meses

Os dados foram divulgados hoje (5) pela S&P Global

3 min
REUTERS/Amanda Perobelli
REUTERS/Amanda PerobelliO índice permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração

A fraqueza da demanda pressionou o setor de serviços brasileiro em setembro e o crescimento da atividade voltou a perder força, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), mesmo com taxas de inflação mais baixas.

Os dados divulgados hoje (5) pela S&P Global mostram que o PMI de serviços do Brasil caiu a 51,9 em setembro, contra 53,9 no mês anterior. O índice permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas a leitura foi a mais fraca na atual sequência de 16 meses de expansão.

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“Com aumentos mais fracos na atividade empresarial vistos durante o terceiro trimestre, a leitura média para (o período, 53,8) caiu para o nível mais fraco desde o segundo trimestre de 2021”, avaliou a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna De Lima.

Segundo o levantamento, a desaceleração derivou de cancelamentos de contratos, perdas de eficiência e poder de compra reduzido das famílias.

O aumento da demanda em setembro foi o menor desde o início do ano, com empresas indicando que as vendas foram afetadas ainda pela incerteza em relação à eleição presidencial.

Três dos quatro segmentos do setor de serviços monitorados pelo PMI registraram aumento da atividade empresarial e das vendas, porém a ritmo mais fraco. A única exceção foi Serviços ao Consumidor, onde foram registradas reduções.

A moderação se deu a despeito de aumentos mais suaves nos custos de insumo e nos preços cobrados, respectivamente com as taxas mais fracas em 25 e 20 meses, diante de cortes de impostos e do recuo dos preços de combustíveis.

A pressão menor sobre os gastos aliada à entrada de novos projetos de trabalho levou os fornecedores de serviços do Brasil a contratarem mais funcionários em setembro, ainda que a taxa de criação de vagas tenha sido a mais fraca em oito meses, com a instabilidade das vendas contendo o emprego.

A confiança empresarial, por sua vez, permaneceu em território positivo, no terceiro nível mais elevado desde julho de 2019. Os fornecedores de serviços esperam em geral condições mais estáveis após a eleição presidencial, com alguns esperando melhora do consumo doméstico.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais votado no primeiro turno da eleição presidencial, e disputará um tenso segundo turno com o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), que superou o estimado pelas principais pesquisas de opinião.

Em setembro, a demanda também esfriou na indústria, cujo crescimento perdeu força. Assim, o PMI Composto do Brasil caiu a 51,9 no mês, de 53,2 em agosto, marcando o menor crescimento da atividade empresarial desde o início do ano.

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