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Submarino do Titanic: funcionário alertou sobre problemas em 2018 e foi demitido

Guarda Costeira dos EUA anunciou que destroços encontrados perto da região que o Titanic afundou pertencem ao submersível Titan

4 min
Divulgação/OceanGate
Divulgação/OceanGateSubmarino Titan, da OceanGate

Um ex-funcionário da OceanGate Expeditions, empresa que enviou o submarino desaparecido para uma expedição cuja atração eram os destroços do Titanic, mostrou grandes preocupações com a embarcação em um relatório de inspeção de qualidade, mas foi recebido com “hostilidade e negação” na empresa e acabou demitido, conforme alegou em um processo movido contra a companhia em 2018.

David Lochridge, um piloto de submarino escocês, começou a trabalhar para a OceanGate no estado de Washington em 2015, primeiro como contratado e depois como diretor de operações marítimas.

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As cinco pessoas a bordo do submersível Titan morreram no que parece ter sido uma “implosão catastrófica”, disse uma autoridade da Guarda Costeira dos Estados Unidos nesta quinta-feira (22), pondo fim à ampla busca pelo submarino, que se perdeu durante uma expedição ao Titanic.

“Esses homens eram verdadeiros exploradores que compartilhavam um espírito distinto de aventura e uma profunda paixão por explorar e proteger os oceanos do mundo”, disse a OceanGate Expeditions em comunicado. “Nossos corações estão com essas cinco almas e todos os membros de suas famílias durante esse momento trágico.”

Um robô não tripulado de águas profundas de um navio canadense encontrou os destroços do submersível na manhã desta quinta-feira (22) a cerca de 488 metros da proa do Titanic, 4 km abaixo da superfície, disse o contra-almirante da Guarda Costeira dos EUA, John Mauger, em uma coletiva de imprensa.

“O campo de detritos é consistente com uma implosão catastrófica do veículo”, disse Mauger.

As cinco pessoas a bordo incluíam o bilionário e explorador britânico Hamish Harding, de 58 anos; o magnata dos negócios nascido no Paquistão Shahzada Dawood, 48, e seu filho Suleman, de 19, ambos cidadãos britânicos; o oceanógrafo francês e especialista em Titanic Paul-Henri Nargeolet, 77, que visitou os destroços dezenas de vezes; e o norte-americano Stockton Rush, fundador e executivo-chefe da OceanGate, que pilotava o submersível.

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As preocupações com a segurança do submarino

De acordo com a alegação de Lochridge, a empresa realizou uma reunião em janeiro de 2018 sobre preocupações com o controle de qualidade e segurança do Titan.

Lochridge afirma ter alegado grandes problemas de segurança: quase não houve testes não tripulados da nave; o sistema de alarme soaria apenas “milissegundos” antes de uma implosão; e a vigia só foi certificada para suportar pressão de 1,3 mil metros, embora a OceanGate planejasse levar o submersível a 4 mil metros de profundidade.

Para a expedição que partiu no último domingo, o submersível contava com 96 horas de ar de acordo com a empresa, o que significa que o oxigênio provavelmente teria se esgotado na manhã desta quinta-feira (22) caso a nave não tivesse implodido.

Durante a inspeção, Lochridge alegou que “foi recebido com hostilidade e negação de acesso à documentação necessária que deveria estar disponível gratuitamente” e logo recebeu “aproximadamente dez minutos para limpar imediatamente sua mesa e sair do local”.

De acordo com o The New York Times, OceanGate disse que parecia que Lochridge estava tentando ser demitido e ele havia recusado alguns dados da empresa quando estava conduzindo sua pesquisa (o processo foi encerrado posteriormente).

(Com Reuters)

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