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JP Morgan Pode Ter Aumento na Receita de Juros, Apesar de Incertezas

Banco estima que crescimento para 2025 será de quase R$ 6 bilhões e vê resiliência na economia americana

3 min

Nesta segunda-feira (19), o JP Morgan Chase comunicou que seus ganhos com juros podem crescer neste ano, já que a economia americana está mostrando resiliência, apesar do cenário de incertezas.

A receita líquida de juros (NII, na sigla em inglês) — que representa a diferença entre o que o banco paga em depósitos e o que recebe em pagamentos de juros — pode crescer em US$ 1 bilhão (R$ 5,67 bilhões) neste ano, segundo o diretor financeiro Jeremy Barnum, que falou a investidores nesta segunda-feira (19).

Mesmo assim, Barnum afirmou que ainda é cedo para revisar a projeção da receita líquida de juros para o ano, atualmente estimada em US$ 94,5 bilhões (R$ 535,71 bilhões).

“O ambiente de juros em constante mudança, somado às tensões geopolíticas já existentes, adiciona um grau significativo de incerteza às perspectivas econômicas”, disse Barnum a acionistas e analistas reunidos na sede do banco em Nova York para uma apresentação anual.

“A combinação entre inflação e grandes déficits fiscais pode limitar as respostas políticas disponíveis, o que aumentaria ainda mais os riscos”, completou.

O banco estima que a sua taxa líquida de liquidação — ou seja, o percentual das dívidas de cartão de crédito que não será pago — ficará entre 3,6% e 3,9% em 2026. Essa taxa é superior à inadimplência líquida projetada para 2025, que é de 3,6%.

“Vemos que tanto os consumidores quanto as pequenas empresas continuam financeiramente saudáveis e resilientes”, afirmou Marianne Lake, presidente-executiva das operações de banco de varejo. “No entanto, o que definitivamente piorou foi a confiança desses consumidores e pequenas empresas.”

Oportunidades

Barnum disse que o maior banco dos EUA está aberto a aquisições — ou seja, ao que chamou de “crescimento inorgânico” —, mas será “devidamente cauteloso” com qualquer movimento, considerando os desafios que envolvem a integração de empresas.

Desde que adquiriu os ativos do First Republic Bank em 2023, o JP Morgan tem se mantido relativamente discreto em relação a novas aquisições.

O capital do banco é “impressionante”, avaliou Scott Siefers, analista da Piper Sandler. Segundo ele, o JP Morgan tem “flexibilidade significativa para ações defensivas e ofensivas”.

Além disso, o banco também destacou o papel da inteligência artificial no aumento da eficiência operacional.

“A equipe de operações está na linha de frente no uso e aproveitamento de novas ferramentas e recursos de IA”, afirmou Lake. “E, com base no que sabemos hoje, esperamos que o número de funcionários tenha uma tendência de queda de cerca de 10% nos próximos cinco anos ou mais.”

As grandes instituições financeiras vêm buscando formas de usar a inteligência artificial para reduzir custos e aumentar a produtividade — uma mudança que pode transformar drasticamente a força de trabalho do setor.

Jamie Dimon, de 69 anos, comanda o JP Morgan há mais de 19 anos, superando diversos antecessores no cargo. No ano passado, durante um evento para investidores, o executivo afirmou que o cronograma de sucessão do banco “não passa de cinco anos”.

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