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Pré-mercado: Semana Começa com Acordo EUA X UE e Terá Reuniões de BC e FED

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 28 de julho

3 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 28 de julho.

Cenários

No domingo (27), Estados Unidos e União Europeia (UE) anunciaram um acordo comercial nos moldes do assinado entre EUA e Japão no dia 22 de julho. Pelos termos do acordo, as tarifas comerciais americanas impostas sobre os produtos e serviços de países da UE serão de 15%, semelhantes às impostas ao Japão.

Os países da UE se comprometeram a comprar US$ 750 bilhões em energia dos EUA, principalmente derivados de petróleo e gás. Também deverão elevar os investimentos nos EUA em US$ 600 bilhões e comprar material bélico.

O acordo inclui tarifa zero para aeronaves e peças para aeronaves, além de “certos produtos químicos, certos genéricos, equipamentos semicondutores, certos produtos agrícolas, recursos naturais e matérias-primas críticas”, segundo a declaração divulgada no domingo. Isso aumenta a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas, pesadamente protegido por tarifas e cotas.

As tratativas foram criticadas por vários países europeus. No entanto, o bloco comercial tem diferenças internas e seus países-membros têm interesses específicos. Por exemplo, a Alemanha quer preservar mercados para automóveis e autopeças, ao passo que a Irlanda tem interesses em fármacos, carne e bebidas. Isso tornou mais difícil para o bloco estruturar uma reação coordenada, como a China fez, e permitiu a implantação de uma tarifa considerada mais elevada do que os 10% originalmente propostos.

Além dessa notícia, a semana terá reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc). Ambos deverão manter as taxas inalteradas. No Brasil, as opções de Copom negociadas na B3 mostram 96,1% de probabilidade de manutenção da Selic nos 15% vigentes, com apenas 2,9% de probabilidade de elevação de 0,25 ponto percentual. Nos EUA, a quase totalidade das expectativas é de que os Fed Funds, juros referenciais americanos, permaneçam na faixa atual, entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Perspectivas

A notícia de um acordo animou os investidores, apesar de os termos não serem tão favoráveis para os países europeus quanto se esperava no início das negociações. No entanto, o fato de que se tenha chegado a um consenso vem permitindo uma alta das bolsas na Ásia e na Europa, e uma leve alta nos contratos futuros de índices americanos no pré-mercado. No entanto, as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil estão em baixa. Os investidores estão reticentes com a entrada em vigor das tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, para as quais ainda não há solução à vista.

Indicadores

  • Brasil

Relatório Focus

  • Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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