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Tarifaço: Plano de Contingência É Apresentado a Lula

Projeto tem como intuito ajudar empresas que serão afetadas pela tarifa de 50% que pode ser imposta pelos EUA, a partir desta sexta-feira (1º)

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad informou na noite de segunda-feira (28) que o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pela tarifa americana foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro da pasta, o Brasil continuará na tentativa de negociar com o governo dos Estados Unidos para tentar reverter a medida. Em 9 de julho, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que taxará produtos brasileiros em 50% a partir desta sexta-feira (1º).

“Nós nos debruçamos sobre isso hoje. Os cenários possíveis já são de conhecimento do presidente [Lula]. Ainda não tomamos nenhuma decisão, porque nem sabemos qual será a dos Estados Unidos. O importante é que o presidente tem na mão os cenários todos que foram definidos pelos quatro ministérios”, declarou Haddad, que não adiantou detalhes sobre o plano de socorro.

Formulado pelos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil, o plano de contingência agora está sob análise de Lula, que tomará uma decisão, caso os Estados Unidos não adiem a entrada em vigor da tarifa.

“Combinamos de apresentar para ele [Lula] o plano de contingência com todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República. O foco continua sendo as negociações”, afirmou Haddad, em entrevista a jornalistas ao deixar o ministério na noite desta segunda.

Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo brasileiro está tendo diálogos “com reserva” com o governo americano.

De acordo com o ministro da Fazenda, Alckmin está em “contato permanente e à disposição” das autoridades dos Estados Unidos. “O foco, por determinação do presidente, é negociar, tentar evitar medidas unilaterais, mas, independentemente da decisão que o governo dos Estados Unidos for tomar, nós vamos continuar abertos à negociação”, reiterou Haddad.

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