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Tarifaço: União Europeia e Coreia do Sul Buscam Acordos Comerciais com EUA

Países correm contra o tempo, ameaçados pela elevação das taxas de Trump, que devem começar a vigorar a partir de 1º de agosto

4 min

Na tentativa de amenizar o impacto econômico das tarifas estabelecidas pelo presidente americano, Donald Trump, a União Europeia (UE) e a Coreia do Sul anunciaram, nesta segunda-feira (14), que buscam acordos comerciais com os Estados Unidos. Recentemente, o republicano comunicou que pretende elevar as taxas a partir de 1º de agosto. Ele intensificou sua guerra comercial contra essas nações, no sábado (11), afirmando que pretende impor uma tarifa de 30% sobre a maioria das importações da UE e do México, acrescentando alertas semelhantes para outros países, incluindo as potências econômicas asiáticas Japão e Coreia do Sul.

O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse no domingo que as ofertas de acordos comerciais dos países até o momento não satisfizeram o presidente americano e que “as tarifas são reais” se não houver melhorias em suas propostas. “O presidente acredita que os acordos precisam ser melhores”, disse Hassett ao programa This Week, da ABC. “Para determinar um limite, ele enviou essas cartas e veremos como isso vai funcionar.”

O Comissário Europeu de Comércio, Maros Sefcovic, expressou otimismo de que Washington e a UE se aproximem de um resultado positivo para ambos os lados. No entanto, ele alertou que uma tarifa de 30% praticamente eliminaria o comércio entre os Estados Unidos e o bloco de 27 nações, que atualmente são os maiores parceiros comerciais um do outro.

“Continuamos a interagir com o governo americano e a priorizar uma solução negociada até o novo prazo de 1º de agosto. Não consigo imaginar que nos afastemos sem nenhum esforço”, disse Sefcovic, antes de uma reunião com os ministros do Comércio da UE, em Bruxelas.

O chanceler alemão Friedrich Merz, por sua vez, alertou no domingo (13) sobre o impacto de uma tarifa desse nível sobre a maior economia da UE.

“Se isso acontecer, teríamos que adiar grande parte de nossos esforços de política econômica, pois isso interferiria em tudo e atingiria em cheio o setor de exportação alemão”, disse Merz.

Até o momento, a União Europeia não tomou medidas retaliatórias para evitar uma escalada na guerra comercial, enquanto ainda há uma chance de negociar um resultado melhor.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse que a UE já preparou uma lista de tarifas no valor de 21 bilhões de euros (R$ 136,22 bilhões) sobre os produtos americanos caso os dois lados não cheguem a um acordo comercial.

Corrida contra o tempo

A proximidade do prazo final de 1º de agosto desencadeou uma corrida dos governos de todo o mundo para fechar acordos comerciais.

O principal enviado comercial da Coreia do Sul disse nesta segunda-feira (14) que acredita na possibilidade de fechar um acordo “em princípio” até o prazo final e sinalizou que Seul pode estar aberto a permitir que os EUA tenham maior acesso a seus mercados agrícolas, informou a mídia local.

O ministro do Comércio, Yeo Han-koo, que manteve conversações com autoridades americanas na semana passada, disse que a Coreia do Sul está tentando evitar tarifas “injustas” dos EUA em setores fundamentais, o que prejudicaria a cooperação industrial com seu principal aliado de segurança e parceiro comercial, segundo a mídia.

“Acredito que é possível chegar a um acordo em princípio nas negociações tarifárias com os Estados Unidos e, em seguida, levar algum tempo para negociar mais”, disse Yeo a repórteres locais, de acordo com a agência de notícias Newsis. “Vinte dias não são suficientes para chegar a um tratado perfeito que contenha todos os detalhes”, acrescentou. A Coreia do Sul enfrenta a possibilidade de uma tarifa de 25% sobre suas exportações, o mesmo valor para o Japão.

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