A JHSF registrou um avanço no lucro líquido de 45,6% no segundo trimestre deste ano, chegando a R$ 245,8 milhões, puxado pela evolução em todos os negócios da companhia, incluindo shoppings, hotelaria, aeroporto executivo e no setor de incorporações. Os dados apresentados nesta sexta-feira (15) indicam que a receita bruta chegou a R$ 544,7 milhões, alta de 24,8% em relação ao segundo trimestre de 2024
O resultado operacional foi de R$ 347,7 milhões, num crescimento de 59%. O Ebtida ajustado alcançou a marca de R$ 247,2 milhões, alta de 21,9%. A margem da receita líquida foi de 49,8%, em uma variação negativa de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 (51,1%). O número é creditado ao pagamento do PLR, que, em 2024, foi feito no terceiro trimestre, e não no segundo trimestre, como neste ano.
Segmentos
Nos shoppings, as vendas cresceram 17%. Entre as novidades, destaque para a flagship da Chanel no Shopping Cidade Jardim, que oferecerá serviços personalizados e de manutenção de itens da grife. Na hotelaria, a média diária subiu 15,9% e a gastronomia também foi bem, com couvert médio 7,8% maior.
Na área de incorporação, houve aumento das vendas contratadas em relação ao segundo trimestre do ano passado e ao trimestre anterior, além da evolução das obras em andamento. Foram R$ 293,8 milhões de abril a junho passado, avanço de 29% sobre o primeiro trimestre de 2025, 6,6% em relação a igual período do ano passado. Entre as justificativas para o aumento das vendas está o projeto do Boa Vista Village, que ampliou os negócios e anunciou a chegada de uma unidade do Colégio Visconde de Porto Seguro e de uma Clínica Einstein, reforçando o posicionamento do empreendimento como polo de serviços premium.
O aeroporto executivo de São Paulo Catarina viu os movimentos dispararem 64% e o volume de combustível abastecido aumentou 54%. O terminal avançou ainda na construção de novos hangares, obras previstas para entrega entre o 3T25 e o 4T25.
No segmento de incorporações , as vendas contratadas somaram R$ 293,8 milhões, crescendo 6,6% em um ano e 29% na comparação com os três meses anteriores. Já o braço de residências e clubes dobrou a receita e manteve 90% de ocupação contratada.
No período, a JHSF concluiu a investigação de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) de R$ 625 milhões, com custo médio de 103,98% do CDI e prazo de 5,11 anos. Desde 2024, a empresa já anunciou R$ 2,9 bilhões no mercado de capitais, em condições financeiras, para alongar o perfil da dívida e reduzir seu custo financeiro.