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BC Decreta Liquidação Extrajudicial do Will Bank, Controlado Pelo Master

Autarquia tomou decisão após o banco descumprir a grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard

3 min

O Banco Central decretou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, conforme ato do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.

A decisão se deu em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master.

O Banco Master vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) e teve sua liquidação extrajudicial decretada no dia 18 de novembro. O RAET costuma ser uma alternativa quando o regulador quer preservar a operação, mas entende que é necessária uma reestruturação mais profunda, com poderes amplos para uma administração especial.

De acordo com nota do BC, a imposição do RAET na liquidação extrajudicial do Master foi considerada adequada diante da possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento do Will Bank.

A solução, contudo, não se mostrou viável, e no dia 19 de janeiro o Will Bank descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard. Consequentemente, sua participação nesse arranjo foi bloqueada, explicou o BC.

O Banco Master foi liquidado pelo BC por “graves violações” às normas que regem o sistema financeiro e problemas de liquidez, em decisão concomitante a uma operação policial que investiga fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões na instituição financeira.

Na decisão sobre o Will Bank, bens de controladores e ex-administradores ficaram indisponíveis.

A autarquia destacou que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, de acordo com suas competências legais.

Impactos para correntistas, investidores e credores

Para os clientes, os efeitos variam conforme ovínculocom a instituição.Correntistaseinvestidoresem produtos cobertos peloFGCcostumam ser ressarcidos dentro do limite garantido.

Omaiorimpactoé o psicológico e prático, de acordo com Moraes. Primeiro para absorver que a instituição já não oferece mais a mesma segurança e em seguida para entender processos técnicos:“o banco deixa de ser “banco” no dia a dia e vira “processo”. O cliente não trata mais com agência ou gerente; passa a se relacionar com o liquidante e com os ritos de habilitação e verificação de créditos.”

Em seguida os clientes que são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito aguardam as etapas do processo legal para ter seu investimento ressarcido. Já os credores sem garantia precisam habilitar seus créditos e aguardar o rateio dos recursos arrecadados.

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