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Ações da L’Oréal Despencam com Resultados Decepcionantes de Vendas na Ásia

O impulso no norte da Ásia estagnou devido ao desempenho decepcionante do varejo de viagem

3 min

As ações da L’Oréal caíam cerca de 6% nesta sexta-feira, caminhando para o pior dia desde pelo menos outubro, depois que a gigante da beleza ficou aquém das expectativas de vendas trimestrais e relatou uma deterioração inesperada nos seus negócios na Ásia.

As vendas do quarto trimestre aumentaram 6%, ficando aquém das previsões de alguns analistas, que apontavam para um crescimento de cerca de 7%. A proprietária da Maybelline, com sede em Paris, registrou uma receita trimestral de 11,3 bilhões de euros (US$ 13,4 bilhões), mas o impulso no norte da Ásia estagnou, com as vendas crescendo menos do que o esperado, devido ao desempenho decepcionante do varejo de viagem.

“Sei que vocês esperavam mais do norte da Ásia, dadas as notícias positivas vindas da China”, disse o diretor financeiro Christophe Babule aos analistas, acrescentando que a empresa observou uma continuidade da desaceleração na Coreia do Sul e um enfraquecimento do mercado de varejo de viagem na China continental devido a mudanças nas operadoras aeroportuárias domésticas.

A L’Oréal destacou a melhora na demanda por suas marcas de luxo na China no terceiro trimestre.

“A configuração do quarto trimestre torna difícil imaginar uma aceleração das receitas em todo o ano de 2026”, afirmaram os analistas do JP Morgan em uma nota aos clientes, acrescentando que, embora a Europa e os mercados emergentes tenham apoiado o desempenho, eles permaneceram cautelosos em relação à demanda europeia em 2026.

O Deutsche Bank Research também afirmou que o crescimento dos lucros provavelmente desacelerará no curto prazo.

Quais as Expectativas para as Ações do Mercado de Luxo após a Estagnação de 2025?

Volatilidade nos mercados, tensões geopolíticas e confiança frágil frearam os gastos no ano passado e levaram esse mercado a ter um crescimento perto de zero, Worldwide Luxury Market Monitor da Bain & Company e Altagamma. Por faixa etária, Baby Boomers (10% do total) e a geração X (25%) mantêm-se praticamente estáveis, enquanto os Millennials — que representam metade do mercado — estão reduzindo o consumo das mercas tradicionais. Por fim, o gasto da geração Z (19%) segue concentrado em poucos nomes com peso cultural.

Para 2026, a perspectiva é que a história seja diferente. A maioria dos especialistas espera um ano melhor, embora não excepcional: as consultorias projetam uma recuperação entre 3% a 5%. A lucratividade, que recua desde o pico em 2022, permanecerá sob pressão, já que as margens são impactadas por uma inflação global mais alta, tarifas aplicadas pelo presidente americano Donald Trump e promoções.

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