Bom dia. Estamos na terça-feira, 31 de março.
Cenários
Esta terça-feira (31) tem dois indicadores relevantes da economia americana. O primeiro é o relatório Job Openings and Labor Turnover Survey (JOLTS) de fevereiro. O indicador é equivalente ao Caged brasileiro. Realizado mensalmente pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho, o JOLTs cobre cerca de 16 mil empresas. O consenso do mercado aponta para 6,89 milhões de vagas abertas em fevereiro, levemente abaixo dos 6,946 milhões de janeiro. Menos vagas abertas significam menor pressão sobre os salários, o que reduz a inflação.
O segundo dado do dia é o índice de Confiança do Consumidor americano, calculado pelo Conference Board. A leitura de março deve cair para 87,8 pontos, contra 91,2 em fevereiro. O índice de fevereiro havia subido 2,2 pontos em relação a janeiro.
Em fevereiro, o Índice de Situação Atual, que mede a avaliação dos consumidores sobre as condições atuais do mercado de trabalho e de negócios, havia recuado 1,8 ponto para 120,0. Já o Índice de Expectativas, baseado na perspectiva de curto prazo dos consumidores para renda, negócios e emprego, havia subido 4,8 pontos, para 72,0.
O índice de expectativas do Conference Board ficou abaixo do nível de 80 pontos por 13 meses consecutivos até fevereiro de 2026, a sequência mais longa abaixo desse patamar desde a crise financeira de 2008.
O nível de 80 é visto como um sinal de alerta para recessão. A queda projetada para março aumenta esse tempo de vigília. Uma nova queda em março reforça a tendência. O consumidor americano está mais cauteloso, o que reduz a demanda interna e também diminui a pressão sobre a inflação.
Um cenário em que o emprego desacelera e o consumidor perde confiança sem colapso da atividade é exatamente o que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, precisa para começar a cortar juros. As taxas americanas seguem inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano e não se esperam cortes na reunião de abril. No entanto, indicadores de desaceleração podem gerar expectativas de redução a partir do segundo semestre.
Além dos números que podem vir a sustentar expectativas de corte dos juros americanos, os investidores se animaram com uma reportagem do The Wall Street Journal informando que o presidente Donald Trump teria dito a assessores que pretende encerrar a guerra com o Irã. Isso fez o petróleo recuar para US$ 108 ante os cerca de US$ 116 da segunda-feira, e valorizou as ações.
Perspectivas
No pré-mercado desta terça-feira, os índices futuros mostram uma leve valorização. Ao longo da semana serão divulgados outros números de emprego americano. Na quarta-feira (01) será divulgada a pesquisa ADP da abertura de vagas privadas e no feriado da Sexta-Feira Santa (03) será divulgado o índice de emprego não-agrícola (“non-farm payroll”). Os resultados serão fundamentais para a formação das expectativas para os juros.
Indicadores
BRASIL
Pesquisa de empregos Caged (Fev)
Esperado: 270 mil
Anterior: 112,33 mil
Superavit Orçamentário (Fev)
Observado: – R$ 16,388 bilhões
Esperado: ND
Anterior: R$ 103,689 bilhões
Dívida Bruta / PIB (Fev)
Observado: 79,2%
Esperado: ND
Anterior: 78,7%
ESTADOS UNIDOS
Confiança do Consumidor CB (Mar)
Esperado: 87,8
Anterior: 91,2
Pesquisa de empregos JOLTs (Fev)
Esperado: 6,89 milhões
Anterior: 6,946 milhões