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Nubank Cresce 49% no 2º Trimestre: “Geramos Mais de US$ 1 Bilhão em Lucro por Trimestre”, Diz Vélez

Banco digital encerrou o segundo trimestre com receita de US$ 5,9 bilhões, 139 milhões de clientes e carteira de crédito 37% maior em um ano

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Treze anos depois de fundar o Nubank com a aposta de que tecnologia e ausência de agências poderiam reduzir drasticamente o custo de um banco, David Vélez acaba de atravessar uma nova marca com a companhia: mais de US$ 1 bilhão de lucro em um único trimestre pela primeira vez.

O Nubank (NYSE: NU) registrou lucro líquido de US$ 1,06 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado e de 17% na comparação com os três primeiros meses deste ano. O retorno sobre o patrimônio líquido, o ROE, chegou a 33%.

“Há 13 anos, começamos com uma hipótese simples: um banco construído com base em tecnologia, sem agências físicas e sem sistemas legados para preservar, poderia atender centenas de milhões de pessoas melhor por uma fração do custo. Isso já não é mais uma hipótese e geramos mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido por trimestre”, disse Vélez, fundador e CEO global do Nubank.

A marca vem acompanhada de uma operação que continua ganhando escala. O Nubank encerrou junho com 138,9 milhões de clientes, crescimento de 13% em um ano. Quase 118 milhões estão no Brasil. No México, eram 15,8 milhões ao fim do trimestre e 16 milhões em julho, enquanto a Colômbia ultrapassou 5 milhões de clientes.

Para Vélez, o México é agora uma das principais frentes de expansão. Neste mês, o Nubank iniciou sua operação como banco no país, depois de receber autorização para atuar como banco múltiplo. A mudança permite ampliar produtos como depósitos e crédito. Segundo a companhia, o Nu já é o maior banco digital mexicano.

“No início deste mês, lançamos nosso banco no México e nos tornamos o maior banco digital do país, com 16 milhões de clientes, completando nossa transformação e desbloqueando produtos e serviços que antes não estavam disponíveis”, disse Vélez.

Ao mesmo tempo, o fundador tenta ampliar o espaço do Nubank entre clientes de renda mais alta no Brasil. Depois do Ultravioleta, voltado à alta renda, a empresa lançou em julho o Croma, destinado ao público que chama de “super core”, formado por clientes com renda entre três e dez salários mínimos. Vélez afirmou que a estratégia busca aumentar o número de consumidores que concentram sua vida financeira no banco.

A receita total gerencial chegou a US$ 5,88 bilhões, alta de 39% em um ano, enquanto o lucro bruto avançou 43%, para US$ 2,44 bilhões. A receita média mensal por cliente ativo, o ARPAC, atingiu US$ 17,1, crescimento de 22% na comparação anual.

O crédito segue como outro dos pilares da estratégia. A carteira total alcançou US$ 39,4 bilhões, expansão de 37% em 12 meses. Os cartões representavam US$ 26 bilhões do total, enquanto o crédito sem garantia somava US$ 10,3 bilhões. A margem financeira líquida chegou a 22,9%, e a margem ajustada ao risco avançou de 9,5% para 12,4% entre o primeiro e o segundo trimestre.

A inadimplência, porém, continua como um dos pontos a acompanhar. Os atrasos entre 15 e 90 dias recuaram de 5% para 4,8% no trimestre, mas o indicador acima de 90 dias aumentou de 6,5% para 6,9%. O Nubank atribuiu a alta principalmente à migração sazonal de atrasos originados no primeiro trimestre.

Vélez também colocou a inteligência artificial no centro da próxima etapa do banco. O Nubank vem desenvolvendo o NuFormer, modelo próprio de comportamento financeiro usado em decisões de crédito, atendimento e crescimento. O sistema já está em produção em carteiras de cartão no Brasil e no México e em crédito sem garantia no Brasil. Segundo a empresa, agentes de IA já respondem por mais de 60% das conversas de atendimento no país.

É nesse conjunto de escala, crédito e tecnologia que Vélez tenta sustentar a tese que começou a construir em 2013. O Nubank agora tem 139 milhões de clientes em três países e um lucro trimestral que, pela primeira vez, ultrapassa US$ 1 bilhão. Para o fundador, o número funciona também como uma espécie de validação financeira daquela aposta inicial: construir um dos maiores bancos da região sem carregar a estrutura tradicional de um banco.

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