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TRXF11 Desembolsa R$ 340 Milhões com Dois Prédios Corporativos em São Paulo

Transação com fundos da Hedge Investments adiciona mais de 20 mil metros quadrados ao portfólio do TRX Real Estate.

4 min

O fundo imobiliário TRX Real Estate, o TRXF11, assinou compromissos de venda e compra para adquirir dois edifícios corporativos em São Paulo, o Thera Corporate e o Edifício Morumbi. A informação consta em fato relevante divulgado pela gestora.

Os vendedores são fundos administrados pela Hedge Investments, o HOFC11 e o HAAA11. O negócio envolve três frentes.

Primeiro, a totalidade das quotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários, dona da nua propriedade do Edifício Morumbi, por R$ 60,6 milhões.

Segundo, o usufruto sobre o mesmo imóvel, hoje nas mãos do HOFC11, por R$ 30,3 milhões — com isso o TRXF11 passa a deter a propriedade plena do Edifício Morumbi.

Terceiro, 10 unidades autônomas (escritórios 31, 32, 41, 42, 161, 162, 171, 172, 181 e 182) nos 3º, 4º, 16º, 17º e 18º andares da Torre 3 do Thera Corporate, atualmente do HAAA11, por R$ 249,3 milhões.

Desta forma, no total, o TRXF11 desembolsará R$ 340,2 milhões para comprar um total de 20,4 mil metros quadrados de área bruta locável. Na prática, o fundo paga uma média de R$ 16.676,87 por metro quadrado.

O pagamento será feito em parcelas. Para o Thera, uma parcela inicial de R$ 95,3 milhões sai no fechamento da 13ª emissão de cotas do fundo, com compensação via subscrição de cotas pelo HAAA11, e uma parcela final de R$ 154 milhões que vence em junho de 2030, corrigida pelo IPCA mais juros de 9,20% ao ano, podendo ser cedida a terceiros, inclusive securitizadora, em regime de true sale.

Já para o Edifício Morumbi, serão R$ 30,3 milhões pagos na liquidação, quase todo compensado por subscrição de cotas pelo HOFC11.

Para as quotas da HOFC Empreendimentos, será uma parcela inicial de R$ 35,2 milhões no fechamento e parcela final de R$ 25,3 milhões até junho de 2030, nas mesmas condições de correção e juros do Thera.

O contrato prevê cláusula de pessoa a declarar: o TRXF11 pode indicar o Hedge Renda Corporativa FII, ainda em constituição, para assumir a posição contratual até a data da escritura definitiva.

Também há indenização de performance por 24 meses após a transmissão da posse, cobrindo a diferença entre a receita bruta dos imóveis e valores de referência de R$ 1,7 milhão para o Thera e R$ 766 mil para o Morumbi, além da obrigação de retrofit do sistema de ar-condicionado do Morumbi, a cargo do HOFC11.

A conclusão da operação depende da aprovação dos cotistas do HOFC11 e do HAAA11 em assembleias, que devem ocorrer até o dia 21 de setembro de 2026. No caso do Thera, depende também do sinal verde dos titulares dos CRIs que garantem os imóveis.

Com a aquisição, o portfólio do TRXF11 passa de 118 para 120 imóveis, o valor investido sobe 3,30% para R$ 10,657 bilhões, a ABL total cresce 1,31% para 1.583.773,55 m², a presença segue em 18 estados e 63 cidades, e a estimativa de distribuição por cota até dezembro de 2026 permanece entre R$ 0,90 e R$ 0,93. O prazo médio dos contratos do fundo recua de 12,57 para 12,34 anos.

Como são os ativos comprados pelo TRX Real Estate

O Thera Corporate fica na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, 105, entre Berrini e Vila Olímpia, tem classificação AAA com certificação LEED Gold.

É um prédio que foi inaugurado em 2014, com 15 pavimentos mais heliponto, e tem locatários como Sony, Matterhorn, Ceva, Ri Happy, ERM Brasil e Generali. São 10.587 m² de ABL e cap rate de 8,41% ao ano.

Edifício Morumbi, por sua vez, fica na Avenida Morumbi, 8.234, na região da Chucri Zaidan.

O imóvel foi inaugurado em meados de 2002, tem quatro pavimentos e locatários como Air Liquide, Avenida, Genesis e Einstein.

São 9.815,51 m² de ABL e cap rate de 10,11% ao ano.

Cotação do TRXF11

As cotas do TRXF11 caem 2,5% no pregão desta segunda-feira (14), por volta das 11h30. No acumulado de 2026, os papéis recuam cerca de 30% no IFIX.

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