O JPMorgan Chase investiu US$ 5 bilhões em participações acionárias de empresas de setores considerados essenciais para a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos. A iniciativa acompanha a demanda por produção doméstica, infraestrutura energética e cadeias de suprimentos mais resilientes.
O banco também informou que já financiou US$ 230 bilhões por meio de sua Iniciativa de Segurança e Resiliência, lançada há um ano. Na ocasião, comprometeu-se a financiar US$ 1,5 trilhão em investimentos nos Estados Unidos ao longo da próxima década, inclusive em projetos relacionados à segurança nacional.
Grandes bancos americanos têm ampliado o apoio a áreas como centros de dados para inteligência artificial, minerais críticos e modernização da infraestrutura energética. O governo do presidente Donald Trump prioriza investimentos em infraestrutura para reduzir a dependência de cadeias de suprimentos estrangeiras, inclusive nos setores de energia limpa e terras raras.
Segundo o JPMorgan, seus investimentos apoiam empresas de manufatura avançada, energia, cadeias de suprimentos e tecnologias ligadas à defesa. As participações acionárias incluem empresas em diferentes estágios de desenvolvimento, de negócios apoiados por capital de risco a companhias em fase de expansão ou mais maduras.
Entre os novos investimentos estão tecnologias de defesa de última geração, armazenamento distribuído de baterias, manufatura automatizada e outras tecnologias avançadas.
“Na próxima etapa, vamos nos concentrar na expansão da capacidade industrial, no fortalecimento das cadeias de abastecimento e no apoio às indústrias que moldarão a resiliência econômica de longo prazo e a segurança nacional”, disse Jay Horine, chefe da Iniciativa de Segurança e Resiliência do JPMorgan Chase Global Banking.
Outros bancos também anunciaram planos para apoiar projetos nos Estados Unidos. Em agosto, o Bank of America informou que pretende investir US$ 250 bilhões até julho de 2027 em iniciativas digitais e de infraestrutura no país.
O Morgan Stanley, por sua vez, afirmou que facilitará US$ 1,5 trilhão em investimentos na próxima década para projetos de tecnologia e infraestrutura.