A JHSF, referência latino-americana em projetos de luxo e lifestyle, encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados que confirmam a tese da companhia: o consumidor de alta renda segue resiliente, e está disposto a pagar por experiências premium.
O lucro líquido da empresa chegou a R$ 304,5 milhões, um salto de 117,5% em relação a mesmo período de 2024. O crescimento foi impulsionado pelo avanço de todas as verticais, aponta o balanço corporativo divulgado na noite de quinta-feira (13).
A receita bruta avançou 38,3%, para R$ 564,4 milhões, e o Ebitda ajustado cresceu 76,6%, alcançando R$ 262,8 milhões. É o quarto trimestre consecutivo em que a companhia expande seu resultado consolidado.
No centro dessa performance está a combinação entre expansão de portfólio, novos projetos internacionais e a consolidação do modelo de negócios que mistura imóveis, serviços e hospitalidade de luxo , todos conectados em um ecossistema proprietário. Confira abaixo os principais números do período:
- Lucro líquido: R$ 304,5 milhões (+117%)
- Receita Bruta: R$ 564,4 milhões (+38%)
- Ebitda ajustado: R$ 263 milhões (+77%)
- Renda recorrente: +29% de crescimento de receita
- Vendas contratadas da incorporação: R$ 400 milhões
- Movimentos no Aeroporto Catarina: +66%
Shoppings em aceleração
Mesmo após a venda de participações minoritárias, os shoppings da JHSF mantiveram um ritmo de crescimento. As vendas consolidadas subiram 10,8%, puxadas pelo desempenho do Shopping Cidade Jardim, que cresceu 16,1%. A ocupação seguiu praticamente máxima, em 99,3%.
“As vendas consolidadas dos lojistas crescem dois dígitos há oito trimestres consecutivos, demonstrando a qualidade dos ativos e a resiliência do segmento de alta renda”, diz o release de resultados.
A empresa também deu início a uma nova expansão do Cidade Jardim, que receberá flagships ampliadas de Dior, Prada, Tiffany & Co. e Rolex, além da aguardada Chanel.
Hospitalidade, gastronomia e aeroporto
Com uma diária média 9% maior e crescimento do couvert, o segmento de hospitalidade e gastronomia reforçou a marca Fasano.
O grande marco foi a abertura, em modelo de pré-inauguração (soft opening) do Fasano Al Mare Beach Club, primeira fase do Fasano Sardegna, na Itália, ampliando a presença do grupo na Europa.
O portfólio soma agora 11 hotéis e 37 restaurantes, com novos projetos em Miami, Londres, Cascais e La Barra.
Outra frente de negócios, o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, continua sua expansão acelerada. O movimento cresceu 65,5%, e o volume de combustível abastecido, 45,8%. Com a 5ª expansão concluída e ocupação total, a companhia já iniciou a 6ª etapa, prevista para 2026.
A infraestrutura faz do Catarina um dos maiores FBOs do mundo, com mais de 170 aeronaves hangaradas, segundo a empresa.
Residences avançam 138%
Com receita cerca de 2,4 vezes maior que a anterior, uma alta de 138%, o segmento mostrou forte demanda por moradias de longo prazo dentro dos complexos da marca. A taxa de ocupação contratada alcançou 97%.
O desempenho, segundo a JHSF, ocorreu devido ao aumento de unidades locadas em relação a igual período de 2024.
O trimestre também ficou marcado pela inauguração oficial do Fasano Tennis Club, na região de Cidade Jardim (zona oeste de São Paulo), um dos empreendimentos esportivos mais sofisticados do país, com 10 quadras de tênis, spa, piscina, bistrô e o icônico Baretto.
Incorporações
A divisão imobiliária registrou alta de 52% na receita, beneficiada pelo mix de produtos e pela venda de lotes, que elevou a margem bruta a 75,5%.
O destaque estratégico foi o anúncio da criação de um veículo de investimentos para adquirir R$ 4,6 bilhões em estoque pronto e em desenvolvimento. A estrutura, inédita no Brasil, aproxima a JHSF de modelos internacionais e deve destravar valor no portfólio imobiliário, que possui VGV potencial de R$ 36 bilhões.
“Essa transação, quando concluída, constituirá um marco relevante para a JHSF e para o mercado de capitais brasileiro, ao viabilizar, de forma pioneira, estratégias financeiras e de negócios avançadas alinhadas às praticadas em mercados internacionais maduros”, diz trecho do documento. “O resultado consolidado cresce pelo quarto trimestre consecutivo, refletindo a força do ecossistema de alta renda e a excelência dos produtos e serviços em todas as verticais”.
Com a palavra, o CEO
Segundo Augusto Martins, CEO da JHSF, além do resultado recorde, o trimestre foi especial porque a companhia também atingiu avanços inéditos na estrutura de seu capital. “Conseguimos alcançar o menor spread da história em nossa alavancagem, refletindo uma gestão financeira eficiente. A redução do custo da dívida está atrelada a um fator igualmente importante: o alongamento do prazo”, diz o executivo.
Ainda segundo Martins, a posição de caixa atual passou da cobertura de um ano dos vencimentos (3T24) para 5 anos. “Realizamos movimentos desafiadores que, juntos, fortaleceram nossa posição conservadora, garantindo sustentabilidade e potencial de crescimento para o futuro”, afirma o CEO.