A JHSF encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão. A receita bruta somou R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 112% na comparação com 2024. De acordo com a companhia, o resultado operacional (Ebitda) chegou a R$ 1,8 bilhão, um avanço de 145%, em relação ao ano anterior.
O desempenho vem na esteira de uma operação de R$ 5,2 bilhões, na qual a companhia vendeu estoques imobiliários, prontos e em desenvolvimento, para um fundo imobiliário estruturado por meio de oferta pública e gerido pela JHSF Capital.
A transação, segundo a empresa, é a maior já realizada no setor no país e mudou a estrutura do balanço ao transferir os ativos de incorporação para veículos de investimento.
Com isso, a companhia passou a separar com mais clareza os resultados de renda recorrente das atividades de desenvolvimento imobiliário.
Augusto Martins, CEO da JHS, diz que a nova estrutura permite uma leitura mais clara do valor justo da JHSF. “Hoje, temos uma base de geração de caixa recorrente estabilizada, superior a R$ 1 bilhão, que, considerando múltiplos de empresas de renda entre 15 e 20 vezes, pode implicar, num horizonte de médio prazo, um valor de mercado entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões”, afirmou em nota. Além disso, o executivo afirmou que a leitura não contempla o potencial de estoque de terrenos para novos projetos, com cerca de R$ 30 bilhões em VGV, nem a posição de caixa líquido, o que reforça o valor total da companhia.
Avanço na Renda Recorrente
Os negócios de renda recorrente da JHSF registraram uma receita bruta de R$ 1,4 bilhão em 2025, com crescimento de 28%, e Ebitda ajustado de R$ 658 milhões, alta de 33% .
Nos shoppings, as vendas dos lojistas cresceram 13% e os aluguéis nas mesmas lojas avançaram 12%, com ocupação próxima de 100%. Em hospitalidade e gastronomia, a receita superou R$ 500 milhões pela primeira vez. O aeroporto Catarina teve alta de 56% nos movimentos e de 38% no volume de combustível .
“A JHSF passa a ser sucessora de si mesma. Está evoluindo continuamente o modelo de negócio, tanto na forma de operar quanto na forma de financiar seu crescimento, mas sem nunca perder seu DNA e seus valores tradicionais. Afinal, o resultado que colhemos hoje é fruto de décadas de muito trabalho e pioneirismo”, afirma Augusto Martins.
A JHSF Capital encerrou o ano com cerca de R$ 10,5 bilhões sob gestão e foi responsável pela estruturação do fundo que adquiriu os ativos imobiliários .
Segundo a companhia, a reorganização busca dar maior previsibilidade à geração de caixa e tornar mais transparente a leitura dos resultados.