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10 das Coberturas Mais Desejadas do Mundo

O arquiteto nova-iorquino Rosario Candela desenhou o modelo das coberturas na década de 1920. Um século depois, o padrão permanece o mesmo

7 min

Coberturas. A cereja do bolo, literalmente, no topo de prédios altos ou arranha-céus. Endereços cobiçados no coração das cidades. Elevadores privativos. Vistas impressionantes. Muito do que hoje parece óbvio deve-se ao arquiteto Rosario Candela, que enxergou o futuro ainda nos anos 1920 — quando esses espaços eram apenas áreas ventiladas nos telhados, destinadas aos empregados.

Candela percebeu que os arranha-céus de Wall Street simbolizavam o poder dos negócios nas grandes cidades. Então por que não viver também nas alturas?

Ele estabeleceu o modelo das coberturas atuais, com amplos espaços internos, terraços que contornam o imóvel para contemplação e lazer ao ar livre, pé-direito alto e grande privacidade, mesmo dentro de um edifício compartilhado.

Na hierarquia de um prédio, tudo converge para o topo, onde as residências finais são projetadas não apenas para ocupar espaço, mas para defini-lo.

Personagens fictícios — muitas vezes extravagantes — do cinema e da televisão escolhem há décadas o luxo das coberturas. No filme Auntie Mame (1958), a protagonista reformou seis vezes a decoração de sua cobertura em Beekman Place. O designer Jonathan Adler já afirmou que assistir ao longa é um verdadeiro “rito de passagem” para aspirantes a designers de interiores.

Don Draper, de Mad Men, optou por um apartamento típico dos anos 1960, com sala rebaixada, ideal para relaxar, fumar e beber enquanto observava o horizonte de Manhattan. Já Tony Stark, de Homem de Ferro, levou o conceito ao extremo tecnológico, com laboratório próprio e área de pouso privativa no topo da Stark Tower.

Estilistas e suas musas também demonstram preferência por coberturas. Tommy Hilfiger foi dono de um duplex no Plaza Hotel avaliado em US$ 50 milhões (R$ 250 milhões). A designer Zandra Rhodes vive em sua cobertura em Londres, pintada de rosa vibrante, no topo do museu que fundou. E, nos anos 1950, Sophia Loren desfrutava de sua cobertura em Los Angeles, no Chateau Marmont, com vista para a Sunset Boulevard.

As coberturas também preservam valor ao longo do tempo. Entre as vendas recentes, destacam-se:

  • 220 Central Park South, em Nova York, por US$ 238 milhões (R$ 1,19 bilhão) em 2019;
  • Como Residence, em Dubai, por US$ 136 milhões (R$ 680 milhões) em 2023;
  • Marq Omotesando One, no Japão, por US$ 67 milhões (R$ 335 milhões) em 2025.

Uma tendência atual no design é o conceito de “caixa branca”: espaços neutros que permitem ao comprador imprimir seu próprio estilo. Residências com marcas de luxo, como Bvlgari em Londres e Dolce & Gabbana em Miami e Dubai, também impulsionam as vendas, assim como coberturas em regiões de montanha ou à beira de lagos.

10 coberturas que merecem atenção

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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